Angola: convivência social vs. meios de comunicação público

Por Prof.N’gola Kiluange

Washington D.C – No processo de comunicação social, a decisão final de descodificação da mensagem emitida recai sempre no receptor; tendo em conta, claro está, as suas capacidades linguísticas (cultural e gramatical,sobretudo).

Quando numa sociedade (de diversidade étnica, cultural e religiosa) os meios de comunicação público são, supostamente, instrumentos propagandísticos para a perpetuação do status quo, toda sua actividade de manter a coesão social e a coexistência pacífica — é alvo constante de críticas.Principalmente quando certa parte da sua classe governante é suspeita de ser autor moral e material de várias índoles de crimes.

É certo que o vácuo deixado pela mídia estatal na consciencialização dos cidadãos sobre questões prementes da nossa realidade quotidiana (principalmente, divulgação de informações credíveis e imparciais) tem sido ocupado por ações cujos os motivos são questionáveis. Um esforço governamental com a sociedade civil ajudaria a mitigar tais ações.    

Contudo, o alerta das circunstâncias recorrentes e originárias da nossa actual pocilga social deve ser partilhado tal como se nos apresenta.Foram ações de má-fé, deliberadas e tendentes à mágoa da dignificação da pessoa humana.

Quem finge prezar uma “alegria passageira” (no dizer de Barceló de Carvalho) em detrimento dum passado tenebroso — tende sempre a cometer os mesmos erros. E isto nada tem a haver com posturas sociais residentes a milhas da nossa terra! Aliás, a violência brutal praticada por autoridades governamentais contra cidadãos indefesos tem sido uma triste realidade desde a data da independência nacional.

Se muitos de nós tivéssemos formação ou informações cruciais sobre o desenvolvimento de faculdades mentais,harmonia e a boa convivência social nos finais dos anos 70, ou princípios dos anos 80 e 90 muitos crimes hediondos e passionais poderiam ter sido evitados.

A nossa maior aposta de futuro deve ser a elevação do princípio da dignidade humana com base no respeito mútuo,transparência, diálogo aberto, honestidade, maior engajamento público nas tomadas de decisões, cumprimento do calendário eleitoral,credibilidade das estruturas administrativas e judiciais,etc.

Prof.N’gola Kiluange ( Serafim de Oliveira)

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Angola: social coexistence vs. public media

By Serafim de Oliveira in Washington D.C

In the social communication process, the final decision to decode the sent message always rests with the receiver;considering, of course, their linguistic abilities and sometimes translating ideas across cultural and syntactic differences, above all.

In a diverse society, with multiple ethnic, cultural, and religious groups, the public media are, supposedly, propagandistic instruments for perpetuating the status quo.The media’s activity to maintain social cohesion and peaceful coexistence becomes a constant target of criticism. These conditions develop when parts of the ruling class appear amoral and are suspected to be the material authors of various crimes.

When the press acts with dubious motives, a vacuum is left by the state media when they abandon the role of raising citizens’ awareness and disseminating credible and impartial information. A joint effort of the government with civil society could mitigate such deviance by the media.

The recurrent circumstances of our current social sty must be shared widely, just as it is. They were actions of bad faith, deliberated to hurt the dignity of the people. In the words of Barceló de Carvalho, whoever pretends to cherish a “simulated joy” at the expense of a dark past, tends to make the same mistakes. And this has nothing to do with social postures residing miles from our land! In fact, the brutal violence practiced by government officials against defenseless citizens has been a sad reality since the date of national independence.

If many of us had training or crucial information about the development of mental faculties, harmony, and good social coexistence in the late 1970s through the 1980s and 1990s, many heinous crimes could have been avoided.

Our best hope for the future is to elevate human dignity based on mutual respect, transparency, open dialogue, and honesty. This hope is founded on greater public engagement in decision making, compliance with the electoral calendar, credibility of administrative and judicial structures.

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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