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Angola: p’ra que nos serve o nosso bilhete de identidade?

Washington D.C- Atingimos  a  exaustão de todos nossos recursos de comunicação social: o ponto beneficial  aos «instigadores» da restauração do funcionalismo cívico e ordeiro de todas nossas estruturas estatais? 

  • Ou optamos pelo uso do consenso e senso comum 
  • ou continuaremos a ser vistos como «alma amaldiçoada» incapaz de ultrapassar o processo de vitimização da guerra fria, germinante de potencias candidatos à guerra por procuração no nosso seio,  dilapidadoras do erario público … 

Não tenhamos ilusões … estamos a lidar com indivíduos que, outrora associados ao anterior regime,  foram capazes de se infiltrar dentro dos maiores aparelhos estatais e privados americanos e muitas outras estruturas laborais ocidentais, e serem abençoados pela elite chinêsa, Arábia Saudita, portuguêsa, russa, inglêsa,sul africana, brasileira, lebanesa,etc., todas ávidas pelo enriquecimento ilícito! 

A título de exemplo, o economista Alves da Rocha, Director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola,quando afirmou que entre 2002 e 2014 a nossa receita de exportação petrolífera alcançou $461,8 mil milhões e os fundos fiscais provenientes desse producto totalizaram cerca de $285 bilhões, enquanto que os investimentos públicos perfizeram apenas 93,5 bilhões de dólares…Equivalendo dizer que num período de 12 anos o regime de José Eduardo dos Santos arrecadou cerca de 746.8 mil milhões de dólares da nossa comercialização do petróleo, invertindo apenas 93,5 bilhões desse montante na coisa pública…  

E o mais caricato aqui é o desaparecimento súbito de Xu Jinghua que, citado por Lucy Corkin- Uncovering African Agency: Angola’s Management of China’s Credit Lines, indica que os seus interesses no nosso mercado financeiro “não passava de uma fatia da sua grande torta de negócios de construção em Angola, que pode valer até US $ 30 bilhões.” 

Hoje,o princípio de luta contra a corrupção não se deve limitar somente na exposição universal dos « marimbondos- matreiros», mas dos seus testas-de-ferro …porque são pessoas que poderão ter as mãos cheias de sangue para poderem ocupar os seus actuais cargos… 

Agindo assim, não estaríamos atropelar os seus respectivos direitos humanos ou tão pouco fazer uma caça às bruxas anticorrupção, como se tem propalado ultimamente nas redes sociais. 

Mera coincidência a intensão de Isabel dos Santos financiar grupos de oposição ao governo?! 

Ora bem… se permitirmos espíritos desalmados – potencias candidatos à guerra por procuração – nos ditarem as suas ulteriores intenções: p’ra que nos serve então o nosso bilhete de identidade? 

Prof. Kiluange ( Serafim de Oliveira)  

Washignton D.C  

Prof.kiluangenyc@yahoo.com 

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English version: freestyle translation -😊  

Angola: why do we need our national identification for? 

Have we reached the exhaustion of all our social communication resources: the beneficial point for the “instigators” of the restoration of the civic and orderly functionalism of all our state structures? 

Either we choose to use consensus and common sense or we will continue to be seen as a “cursed soul” unable to overcome the victimization process of the cold war, the germination of potential candidates for war by proxy in our society, dilapidating the public purse … 

Let us have no illusions … we are dealing with individuals who, once associated with the previous regime, were able to infiltrate the largest American state and private apparatus and many other Western labor structures, and be blessed by the Chinese elite, Saudi Arabia, Portuguese , Russian, English, South African, Brazilian, Lebanese, etc., all eager for illicit enrichment! 

And the most funny thing here is the sudden disappearance of Xu Jinghua, who, quoted by Lucy Corkin- Uncovering African Agency: Angola’s Management of China’s Credit Lines, indicates that his interests in our financial market “was just a slice of his big pie. construction business in Angola, which can be worth up to US $ 30 billion.” 

Today, the principle of the fight against corruption should not be limited to the universal exposure of the “master-crooks”, but of their straw men … because they are people who may have their hands full of blood in order to occupy their current positions … 

Is it a coincidence that Isabel dos Santos intends to finance groups opposed to the government?! 

Now … if we allow soulless spirits – potential candidates for proxy war – to dictate their ulterior intentions to us: what is our identity card for? 
 

 
Prof. Kiluange ( Serafim de Oliveira)  

Washignton D.C  

Prof.kiluangenyc@yahoo.com 

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Angola: A empresa Indra contratada pelo CNE nas eleições gerais de 2012 e 2017 está a ser investigada em Espanha.

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39º Edição do programa “7 dias de informação em Angola”,apresentado no dia 16/6/2017 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:
 
– Eduardo dos Santos Presidente Emérito um estatuto contestado na sociedade civil angolana.
– A empresa Indra contratada pelo CNE nas eleições gerais de 2012 e 2017 está a ser investigada em Espanha.
– Os projectos de investimento direto estrangeiro em Angola não passa de meras intenções e aguardam pelo desfecho das eleições gerais.
– As forças de segurança de Angola recebem mais de 300 milhões de USD e aumenta o número de refugiados da RDC nas Lundas.
Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola. Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Escute aqui:

http://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2017/06/17/angola-indra-est-a-ser-investigada-em-espanha

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Angola: a mão sangrenta e encoberta do Comité de Acção do Partido reinante!

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Washington D.C –  Pouco se fala ou se escreve sobre os segredos envoltos nos “modos operatórios” do Comité de Acção do Partido no poder,o  MPLA.
 

Inicialmente criado no tempo de guerrilha para a mobilização e a conscienlização dos Angolanos na luta contra a colonização portuguesa –  sob a égide do Movimento Popular para a Libertação de Angola, hoje esse comité tornou-se na maior  máquina repressiva do nosso aparelho de Estado!

 
Ao contrário da Contra Inteligência Militar (GOISM) ou dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) , o Comité de Acção do Partido  (CAP) está enraizado em todas as esferas da nossa vida social –  para coerciva ou permissivamente  aplicar as ordens emanadas pela Casa Civil da Presidência da República, principalmente!
 
 
O domínio “questionável” sobre os princípios da maneira de pensar em geral, dos direitos e deveres do cidadão comum, proporciona-lhe oportunidades inigualáveis e incríveis de poder moldar arbitariamente quem quer que esteja sob sua custódia!
 
 
As simulações de crimes de homicídios virtuais,  ódios, passionais, vingativos, etc., cometidos  entre familiares ( parentesco por consanguinidade ou afinidade), através do envenenamento de  alimentos, medicamentos, líquidos (álcool, em particular), são métodos frequentemente usados por esse comité para  humiliar e aterrorizar o pensar diferente dentro da nossa própria sociedade.
 
 
Há também circuntâncias em que as víctimas são submetidas a um processo de doutrinação político-ideológica  com ênfase no compromisso de obediência total ao partido reinante e o seu líder máximo.
 
 
Os que ,por convicções fortes,  recusam a submeter-se à essa chantagem emocional – são remetidos a morte no silêncio…
 
 
Os rotulados de «personas non gratas» pelo regime de Eduardo dos Santos são – no geral! –  “imolados” de violências físicas cruéis e selváticas…
Mas, o maior perigo aqui é o recurso frequente  ao esquadrão da morte  ou grupo de choque que o CAP tem feito uso em todo nosso território nacional para silenciar e amaldiçoar a voz contrária ao regime no poder… E muita das suas víctimas contam-se actualmente em centenas de milhares desde Setembro de 1979.
 
 
Em Angola nada se faz por mera coincidência!, …e muitas das vezes até nos esquecemos que somos governados por uma criatura formada numa  Academia  Militar do Comitê de Segurança do Estado (KGB) da antiga União Soviética…
 
 
O Presidente da República para fazer vincar a sua autoridade, logo após a morte súbita de António Agostinho Neto, viu-se forçasomante obrigado a livrar-se de muitos dirigentes dentro do MPLA, Governo angolano ou membros da sociedade civil… E fê-lo, sobretudo, com o auxílio da mão sanguínea do “Comité de Acção do  seu próprio partido”!
 
 
Grande parte dos seus “acólitos” proveniente desse grupo passaram mais tarde a ser chamados  de “meninos do Futungo de Belas” … os tais ditos “indivíduos” que na flor da juventude cometeram  delitos das mais variadas índoles durante o 27 de Maio de 1977… e de daí por diante…
 
 
Eram, por assim dizer, naives ou  lumpens com autopercepções e aspirações muito além das suas próprias bagagens intelectuais e “background acadêmicos” – selecionados minuciosamente pela Presidência da República para mandar abater e abafar a idéa  contrária ao sistema político instalado dentro da nossa socieda, entregar os recados oficiais ou privados do presidente, tráficar diamantes, e lavagem de dinheiro, etc., em nome de José Eduardo dos Santos.
 
 
As suas respectivas ingenuidades eram tantas… a tal ponto de terem  causado sérios danos morais e físicos à membros  das suas próprias famílias, amigos directos, colegas de serviço, vizinhos, ou todos e quaisquer suspeitos…
 
 
Hoje, alguns desses algozes ocupam cargos de relevo na nossa Assembleia Nacional, estruturas estatais, partidária ou chefiam as nossas embaixadas e representações comercias nas maiores capitais ocidentais europeias, americanas, latinoaméricas.E outros ainda exercem funções dentro do nosso Ministério das Relações Exteriores…
 
 
Como essas malditas criaturas existem centenas e centenas com as mãos bem cheias de sangue,bem protegidas pelo aparelho de Estado angolano.
O CAP, por exemplo, continua a ter representatividade nas nossas maiores missões diplomáticas no estrangeiro, essencialmente, em  países com grande afluência da comunidade angolana…
 
 
Nos Estados Unidos esse comité conduz  campanha de desprestígio contra os oponentes angolanos ao regime de Dos Santos  aí residentes, feita por elementos associados à nossa embaixada em Washington D.C – e isso tem tido uma dimensão muito mais complexa, envolvendo identificação e isolamento do alvo,através de ataques pessoais sem fundamento e do assassínio de carácter quer a nível social ou professional do visado!
 
 
E, para a execução desse serviço utilizam-se mais angolanos funcionários do sector público ou privado americano…comprometidos moralmente com o regime de Eduardo dos Santos.
 
 
Como membro do Comité Central do MPLA, e antiga representante de Angola (Directora Executiva) no Banco Mundial em Washington D.C, Ana Afonso Dias Lourenço ocupava simultaneamente o cargo de coordenadora do Comité de
Acção do partido dos “camaradas nos Estados Unidos de América.
 
 
Em Portugal,segundo  oficias da nossa contra-inteligência, o embaixador angolano José Marcos Barrica chefia e supervisiona todas as acções do CAP, a partir do qual se originam  ameaças ou orquestradas tentativas contra as vidas de altas personalidades políticas, artistícas, académicas, civícas, religiosas angolanas,etc., que aí vivem..
 
 
No entanto, o mais repugnante é essa incrível  passividade deliberada e injustiça passiva que os membros do MPLA têm permitido  ao José Eduardo dos Santos  continuar com as táticas coercivas adoptadas durante o período da luta contra o colonialismo Português …e tudo isso em troca de enriquecimento ilícito? – assassinatos premeditados,raptos, estupros sexuais,corrupção política, açambarcamento  vergonhoso do erário público,graves abusos e violações dos direitos humanos,liberdade de imprensa,Constituição nacional,etc.
 
 
Usando dados da “adsoftheworld.com”,  a “bigthink.com” indica que existem 12.500 pacientes para cada médico em Angola. Enquanto que a Organização  Mundial da Saúde, no seu relatório de 2004, revela que só há 0.083%  quadros superiores de medicina  para uma densidade populacional composta de 1000 angolanos.
 
 
Contudo,Funcionários seniores da nossa secreta acreditam tamém que as operações gerais da CAP custam certa de 11% da fatia do nosso Orçamento Geral do Estado.
 
 
O Finacial Times divulgou em 3 de Outubro de 2016 que a Fundação Mo Ibrahim havia acusado os países africanos exportadores de petróleo (incluindo Angola, claro está!) de “desperdiçaram uma década de oportunidades económicas”, mostrando assim “quão pouco progresso fizeram em suas fortunas fora do desmame do petróleo”.
 
 
Essa instituição recorda ainda que num período de dez anos esses países só investiram 2,9% dos lucros obtidos na comercialização do “ouro negro” para a diversificação das suas respectivas economias!
 
 
Entretanto, o economista Alves da Rocha, Director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, afirmou recentemente que entre 2002 e 2014 a nossa receita de exportação de petróleo alcançou $461,8 mil milhões e os fundos fiscais provenientes do petróleo somaram cerca de $285 bilhões, enquanto que os investimentos públicos só totalizaram 93,5 bilhões de dólares…
 
 
O que significa a dizer que num período de 12 anos o regime de José Eduardo dos Santos arrecadou cerca de 746.8 mil milhões de dólares da nossa comercialização petrolífera, investindo apenas 93,5 bilhões desse montante na coisa pública.
 
 
Assim, os nossos diamantes de sangue e o petróleo amaldiçoado de Cabinda, principalmente, servem de fontes de financiamento às actividades coercitivas do regime de José Eduardo dos Santos contra cidadãos pacatos e indefesos…
É má fé ,falta de ética e inaceitável que hoje  o número de médicos per capita seja 50 vezes inferior à quantidade de operativos ao serviço do Comité de Acção do Partido (MPLA)…
 
 
Isso em si espelha não só o nível de desgovernação e disfuncionalismo público nacional, mas também demonstra as proporçõ es seriamente alarmante que o índice da cultura de impunidade e onda de violência alcançaram na nossa sociedade.
 
 
É arriscado condicionarmos a democratização de Angola na esperança de que essa iniciativa saia no seio do próprio MPLA…
Seria de igual modo um suicídio fatal acreditarmos que criminosos de colarinho branco… venham salvar-nos das maldições por si criadas, principalmente, quando estão em melhores condições de ditarem o nosso destino económico,político e militar…
 
 
A melhor forma de pararmos o derrame de sangue silencioso entre nós seria pedirmos conta ao “indivíduo que nos governa”, exigindo-lhe que se sente connosco sem pré-condições algumas!… e, aí então …poríamos todas as cartas na mesa, e …veríamos quem afinal de contas detem o poder entre nós!
 
 
Prof.N’gola Kiluange ( Serafim de Oliveira)
Washington D.C
Prof.Kiluangenyc@yahoo.com
 
Dados bibliográficos:
 
1.) http://bigthink.com/strange-maps/185-the-patients-per-doctor-map-of-the-world
Número de médicos disponíveis para “X” percentagem de pacientes.
 
2.) http://apps.who.int/gho/data/node.main.A1444
Organização Mundial de Saude– relatório de 2004
 
3.)African oil exporters wasted economic opportunity, study claims
https://www.ft.com/content/e3e3dc00-893f-11e6-8aa5-f79f5696c731
 

Angola: o MPLA Quer Atribuir à UNITA os Mesmos Destinos da FNLA

Enquanto Presidente da República, Eduardo dos Santos condicionou o diálogo com a UNITA… nos seguintes termos: “nós só estamos interessados a negociar com certos elementos da UNITA”, isso forçou Jonas Malheiro Savimbi a alertar a sua organização política da chantagem de que eram vulneráveis. Hoje, João Lourenço copiou a mesma tática de Eduardo dos Santos para desbaratar e desconcertar a aceitação publica de Adalberto da Costa Júnior. Se a UNITA cometer o erro de considerar isolado o caso de Adalberto, corre o risco de ter o destino da FNLA:  reduzido a mendicidade de cargos governamentais em troca de uma afirmação política, económica e social no nosso país.  

Angola: MPLA Wants to Assign UNITA the Same Fate as FNLA

As President of the Republic, Eduardo dos Santos conditioned the dialogue with UNITA… in the following terms: “We are only interested in negotiating with certain elements of UNITA,” this forced Jonas Malheiro Savimbi to alert his political organization to the blackmail that they were vulnerable. Today, João Lourenço copied the same tactic of Eduardo dos Santos to disrupt and discomfit the public acceptance of Adalberto da Costa Júnior. However, suppose UNITA makes the mistake of considering Adalberto’s case as isolated. In that case, it runs the risk of having the fate of the FNLA: reduced to the begging of government positions in exchange for political, economic, and social affirmation in our country.

Angola: Discurso sobre o estado da nação , populismo e demagogia vs. declaração de estado de emergência

Escute aqui: https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2021/10/15/angola-duplicidade-das-leis-dos-partidos-polticos#

Washington D.C – Rádio Angola Unida (RAU) – 236ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 10/07/2021, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • O antigo presidente da UNITA Isaías Samakuva voltou a assumir a liderança do segundo maior partido angolano, depois do Tribunal Constitucional (TC) ter anulado o congresso de Novembro de 2019, que elegeu Adalberto Costa Júnior presidente. No dia da passagem das pastas, em entrevista exclusiva à VOA, Samakuva rejeita acusações de ter um candidato próprio e de estar interessado na queda de Costa Júnior e defende a união do partido para fazer frente aos desafios eleitorais. Isaías Samakuva refuta a ideia de que tenha um candidato para o congresso da UNITA que vai eleger o novo presidente do partido. “Eu não caio nisto, você vai ter um candidato e depois é chumbado, continua a ser seu candidato quem quer concorrer concorra”, respondeu Samakuva, quando questionado se tem interesse em apontar alguém. Em relação ao facto de, em determinados círculos, ele ser muitas das vezes apontado como um dos interessados na queda de Adalberto Costa Júnior, Samakuva rejeita a acusação. “Nunca estive interessado. A minha posição é que quando se elege alguém com ou contra a nossa vontade, vamos a eleições, há um candidato que vence, vamos trabalhar e o seu trabalho será avaliado no fim do mandato, e se quiser se candidatar candidata-se e se os militantes acharem que não satisfaz, deve-se fazer mudanças”, sublinha. Samakuva refuta também algumas opiniões de que tem sido pressionado, pelo partido no poder e por alguns militantes da UNITA, para deixar cair Costa Júnior. “Ninguém me pressiona, não sinto pressão de ninguém, eu não sou muito vulnerável a pressões, penso com a minha própria cabeça”, assegura. Questionado se abandona a liderança do partido ainda neste ano, o sucessor de Jonas Savimbi após a morte do fundador e líder histórico do partido remeteu à reunião da Comissão Política que vai ser realizada brevemente. Neste momento, depois da UNITA decidir não recorrer à decisão do TC que anulou o congresso de 2019, Isaías Samakauva, que classifica a decisão de política, defende que é hora de os militantes da UNITA harmonizarem algumas ideias e procurarem os factores que os une. “Nós precisamos exactamente de unidade entre todos os membros do partido e depois precisamos, todos de unidade no pensamento e na acção”, diz o líder do segundo maior partido da oposição, que desafiou os dirigentes e militantes a se prepararem para os desafios eleitorais que se avizinham. “Quando a coisa está feita… eu penso que não vale a pena chorarmos sobre o leite derramado como se costuma a dizer, agora precisamos é trabalhar rápido”, sublinha Samakuva. Na sexta-feira, 8, a UNITA anunciou que Isaías Samakuva voltava a assumir a presidência do partido até à eleição de um novo presidente a ser eleito num congress cujda data será anunciada na segunda quinzena deste mês.
  • Deputados de partidos da oposição angolana exortaram o Presidente João Lourenço a reconhecer as dificuldades e a “miséria” que o país atravessa e a apresentar planos concretos para combater esses males quando discursar sobre o estado da nação na sexta-feira, 15. Na bancada da UNITA, a deputada Arlete Chimbinda espera que “o Presidente da República mande para o povo uma mensagem que transmita paz e serenidade, ao invés deste ambiente que se vive de perseguição e combate aos adversários políticos até à exaustão”. “Há muita fome, muito desemprego, muito desespero e seria bom que o Presidente viesse com propostas claras e objectivas que dessem alguma esperança a este povo que tanto sofre”, acrescentou.
  • Jornalistas e fazedores de opinião em Angola não acreditam na liberdade de imprensa em ano eleitoral, a julgar pela contínua pressão do regime sobre os profissionais da classe. Nos últimos tempos, as denúncias têm surgido de todos os lados de uma pressão cada vez maior do poder público para impedir que vozes que não as do Governo e do partido no poder, o MPLA, cheguem às antenas e páginas da imprensa pública, actualmente dominada pelo Estado. Há mais de um ano, o Governo passou para a tutela do Estado vários meios de comunicação pertencentes a antigos dirigentes por, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), terem sido adquiridos com recursos públicos. Apesar da promessa de que esses meios seriam privatizados, continuam sob tutela do Governo e, segundo observadores, seguindo a linha editorial do Executivo. Ao mesmo tempo, vários jornalistas têm tido às costas investigações da PGR e alguns já enfrentam processos nos tribunais. “Não teremos nada de novo que nós não saibamos”, considara Jorge Eurico, editor do jornal em formato electrónico “O Kwanza”. Para aquele jornalista, neste ano de pré-campanha “o circulo vai ficar cada vez mais apertado”. O jornalista e director do jornal “O Crime”, Mariano Brás, diz que a crise económica colocou a imprensa privada numa situação de mendicidade e propensa ao aliciamento fácil no período eleitoral, mas também sujeita à intimidação e pressão políticas. “Neste período de eleições, a postura adoptada pelo regime é de intimidação. Não acredito que haverá um acompanhamento imparcial das eleições”, afirma Brás. Por seu turno, o reverendo e activista social Elias Isaac entende que o problema da liberdade imprensa em Angola não está nos jornalistas mas “na estrutura política e de governação do país que fingidamente manifesta acreditar na de democracia mas a sua alma e a sua essência é autoritária”. Refira-se que tanto o Sindicato de Jornalistas Angolanos como o Instituto de Comunicação Social da África Austral, MISA-Angola, têm denunciado nos últimos tempos uma maior pressão do Governo sobre jornalistas.
  • A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) lançou um alerta para a salvaguarda do Estado democrático em Angola, realçou o crescimento da tensão pré-eleitoral e manifestou a sua preocupação com o aumento dos níveis de insegurança todo o país. No final da segunda Assembleia Plenária da CEAST, que começou no dia 6 e terminou nesta segunda-feira, 11, os bispos pediram ao Governo que decrete o estado de emergência no Sul do país para fazer frente à prolongada estiagem e a fome, e disseram esperar não se confundir esta tragédia com questões políticas e ou de imagem do país. “É preciso sermos humildes e conseguirmos dizer que os nossos esforços chegaram até determinada possibilidade. É preciso pedir a ajuda da comunidade internacional”, disse em conferência de imprensa nesta segunda-feira,11, o novo porta-voz da CEAST. Dom Belmiro Chissegueti acrescentou que “é preciso parar com o cimento e dar alimento às pessoas” e lembrou que ao recorrer à comunidade internacional Angola não estará a pedir um favor porque “faz parte dessa comunidade e até tem as suas cotas pagas nas organizações internacionais”. Chissegueti, que deu a conhecer os resultados da reunião, destacou o “crescimento da tensão pré-eleitoral” entre os dois grandes partidos do país e disse ser necessário “que se melhore o discurso político para garantir a paz, segurança e harmonia entre os cidadãos”. “Que haja um grande esforço de salvaguardar o Estado democrático e de direito mantendo a independência dos poderes executivo, legislativo e judicial”, pediram os bispos, dias depois de o Tribunal Constitucional ter anulado o congresso de Novembro de 2015 que elegeu Adalberto Costa Júnior presidente do maior partido da oposição. Na abertura da reunião, na passada quarta-feira, o presidente da CEAST, Dom Filomeno Vieira Dias tinha chamado a atenção para o “aumento dos níveis de insegurança um pouco or todo o país”, com as instituições religiosas a não serempoupadas”. Para os bispos, o país vive, “sobretudo em Luanda, situações de segurança bastante graves, os assaltos multiplicaram-se”. “E claro que essa multiplicação de assaltos obriga-nos a tomar uma palavra, até porque duas das nossas instituições foram assaltadas durante a nossa plenária. Portanto, o que pedimos é que a polícia tenha capacidade de mobilidade para poder fazer a cobertura naquilo que toca à sua responsabilidade”, referiu Belmiro Chissengueti. Também ligada a esse aumento da violência, está a crescente inflação que “diminuiu o poder de compra dos cidadãos”, factor que tem estado na origem do “aumento da fome devido à falta de alimentos”. Com uma série de recomendações aos políticos e ao Governo, em especial, com destaque para a salvaguarda do Estado de Direito, a crianção de um melhor ambiente político, reforço da segurança e medidas para combater a fome, a CEAST congratulou-se com o modo como decorreram as eleições em São Tomé e Príncipe e auguraram ao novo Presidente “um desempenho fruoso e pacífico do seu cargo.
  • Intenção de privatizar a Sonangol tem sido adiada pela necessidade de tornar a empresa, que teve prejuízos de quase 2,6 mil milhões de euros, no ano passado, mais atrativa para os investidores. O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás disse esta sexta-feira que a privatização parcial da petrolífera angolana Sonangol não acontecerá “de certeza” neste mandato, adiando a dispersão em bolsa para a partir do final do próximo ano. “De certeza que não será neste mandato, ainda“, disse Diamantino Azevedo, quando questionado pela Lusa sobre quando a Sonangol estará pronta para ver parte do seu capital colocado em bolsa. O ministro angolano falava em Lisboa, no final da cerimónia de assinatura de um contrato de investimento mineiro relativo à concessão de diamantes Chiri, na província da Lunda Norte, entre a diamantífera Endiama e a empresa Rio Tinto, em Lisboa. “Assim que todos estes aspetos [do processo] estiverem resolvidos, ou pelo menos com condições para ir para a bolsa, assim o faremos, mas de certeza que não será neste mandato, ainda”, admitiu o governante. “O processo de privatização parcial da Sonangol de até 30% iniciou-se há bastante tempo, mas o primeiro passo dado no cumprimento desse objetivo foi retirarmos a função concessionária e reguladora à Sonangol”, explicou Diamantino Azevedo, acrescentando: “De certeza que não levaríamos a empresa a bolsa sendo ela concessionária e reguladora, até por uma questão de princípio de soberania“. A intenção de privatizar parcialmente a Sonangol foi anunciada há já vários anos, mas tem vindo a ser sucessivamente adiada, devido à complexidade da operação, mas também à necessidade de tornar a empresa, que teve prejuízos de cerca de 3 mil milhões de dólares, quase 2,6 mil milhões de euros, no ano passado, mais atrativa para os investidores. “O primeiro passo foi tirar esta função da Sonangol e então iniciámos o processo de reestruturação, que tem várias componentes”, adiantou o governante, exemplificando com a diminuição do número de subsidiárias de 19 para seis, e a saída da empresa de cerca de 100 joint-ventures [negócios em parceria] cuja maioria não está ligada à atividade central da Sonangol. Além disso, elencou o governante, a Sonangol deve cumprir a função de operadora de poços petrolíferos: “Também faz parte da preparação da privatização parcial a transformação da Sonangol numa verdadeira mpresa operadora de poços de petróleo, porque até ao momento opera apenas 2% dos poços, e a meta de médio prazo é 10%“.

Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola. Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Angola: Discurso sobre o estado da nação , populismo e demagogia vs. declaração de estado de emergência

Escute aqui: https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2021/10/15/angola-duplicidade-das-leis-dos-partidos-polticos#

Washington D.C – Rádio Angola Unida (RAU) – 236ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 10/07/2021, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • O antigo presidente da UNITA Isaías Samakuva voltou a assumir a liderança do segundo maior partido angolano, depois do Tribunal Constitucional (TC) ter anulado o congresso de Novembro de 2019, que elegeu Adalberto Costa Júnior presidente. No dia da passagem das pastas, em entrevista exclusiva à VOA, Samakuva rejeita acusações de ter um candidato próprio e de estar interessado na queda de Costa Júnior e defende a união do partido para fazer frente aos desafios eleitorais. Isaías Samakuva refuta a ideia de que tenha um candidato para o congresso da UNITA que vai eleger o novo presidente do partido. “Eu não caio nisto, você vai ter um candidato e depois é chumbado, continua a ser seu candidato quem quer concorrer concorra”, respondeu Samakuva, quando questionado se tem interesse em apontar alguém. Em relação ao facto de, em determinados círculos, ele ser muitas das vezes apontado como um dos interessados na queda de Adalberto Costa Júnior, Samakuva rejeita a acusação. “Nunca estive interessado. A minha posição é que quando se elege alguém com ou contra a nossa vontade, vamos a eleições, há um candidato que vence, vamos trabalhar e o seu trabalho será avaliado no fim do mandato, e se quiser se candidatar candidata-se e se os militantes acharem que não satisfaz, deve-se fazer mudanças”, sublinha. Samakuva refuta também algumas opiniões de que tem sido pressionado, pelo partido no poder e por alguns militantes da UNITA, para deixar cair Costa Júnior. “Ninguém me pressiona, não sinto pressão de ninguém, eu não sou muito vulnerável a pressões, penso com a minha própria cabeça”, assegura. Questionado se abandona a liderança do partido ainda neste ano, o sucessor de Jonas Savimbi após a morte do fundador e líder histórico do partido remeteu à reunião da Comissão Política que vai ser realizada brevemente. Neste momento, depois da UNITA decidir não recorrer à decisão do TC que anulou o congresso de 2019, Isaías Samakauva, que classifica a decisão de política, defende que é hora de os militantes da UNITA harmonizarem algumas ideias e procurarem os factores que os une. “Nós precisamos exactamente de unidade entre todos os membros do partido e depois precisamos, todos de unidade no pensamento e na acção”, diz o líder do segundo maior partido da oposição, que desafiou os dirigentes e militantes a se prepararem para os desafios eleitorais que se avizinham. “Quando a coisa está feita… eu penso que não vale a pena chorarmos sobre o leite derramado como se costuma a dizer, agora precisamos é trabalhar rápido”, sublinha Samakuva. Na sexta-feira, 8, a UNITA anunciou que Isaías Samakuva voltava a assumir a presidência do partido até à eleição de um novo presidente a ser eleito num congress cujda data será anunciada na segunda quinzena deste mês.
  • Deputados de partidos da oposição angolana exortaram o Presidente João Lourenço a reconhecer as dificuldades e a “miséria” que o país atravessa e a apresentar planos concretos para combater esses males quando discursar sobre o estado da nação na sexta-feira, 15. Na bancada da UNITA, a deputada Arlete Chimbinda espera que “o Presidente da República mande para o povo uma mensagem que transmita paz e serenidade, ao invés deste ambiente que se vive de perseguição e combate aos adversários políticos até à exaustão”. “Há muita fome, muito desemprego, muito desespero e seria bom que o Presidente viesse com propostas claras e objectivas que dessem alguma esperança a este povo que tanto sofre”, acrescentou.
  • Jornalistas e fazedores de opinião em Angola não acreditam na liberdade de imprensa em ano eleitoral, a julgar pela contínua pressão do regime sobre os profissionais da classe. Nos últimos tempos, as denúncias têm surgido de todos os lados de uma pressão cada vez maior do poder público para impedir que vozes que não as do Governo e do partido no poder, o MPLA, cheguem às antenas e páginas da imprensa pública, actualmente dominada pelo Estado. Há mais de um ano, o Governo passou para a tutela do Estado vários meios de comunicação pertencentes a antigos dirigentes por, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), terem sido adquiridos com recursos públicos. Apesar da promessa de que esses meios seriam privatizados, continuam sob tutela do Governo e, segundo observadores, seguindo a linha editorial do Executivo. Ao mesmo tempo, vários jornalistas têm tido às costas investigações da PGR e alguns já enfrentam processos nos tribunais. “Não teremos nada de novo que nós não saibamos”, considara Jorge Eurico, editor do jornal em formato electrónico “O Kwanza”. Para aquele jornalista, neste ano de pré-campanha “o circulo vai ficar cada vez mais apertado”. O jornalista e director do jornal “O Crime”, Mariano Brás, diz que a crise económica colocou a imprensa privada numa situação de mendicidade e propensa ao aliciamento fácil no período eleitoral, mas também sujeita à intimidação e pressão políticas. “Neste período de eleições, a postura adoptada pelo regime é de intimidação. Não acredito que haverá um acompanhamento imparcial das eleições”, afirma Brás. Por seu turno, o reverendo e activista social Elias Isaac entende que o problema da liberdade imprensa em Angola não está nos jornalistas mas “na estrutura política e de governação do país que fingidamente manifesta acreditar na de democracia mas a sua alma e a sua essência é autoritária”. Refira-se que tanto o Sindicato de Jornalistas Angolanos como o Instituto de Comunicação Social da África Austral, MISA-Angola, têm denunciado nos últimos tempos uma maior pressão do Governo sobre jornalistas.
  • A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) lançou um alerta para a salvaguarda do Estado democrático em Angola, realçou o crescimento da tensão pré-eleitoral e manifestou a sua preocupação com o aumento dos níveis de insegurança todo o país. No final da segunda Assembleia Plenária da CEAST, que começou no dia 6 e terminou nesta segunda-feira, 11, os bispos pediram ao Governo que decrete o estado de emergência no Sul do país para fazer frente à prolongada estiagem e a fome, e disseram esperar não se confundir esta tragédia com questões políticas e ou de imagem do país. “É preciso sermos humildes e conseguirmos dizer que os nossos esforços chegaram até determinada possibilidade. É preciso pedir a ajuda da comunidade internacional”, disse em conferência de imprensa nesta segunda-feira,11, o novo porta-voz da CEAST. Dom Belmiro Chissegueti acrescentou que “é preciso parar com o cimento e dar alimento às pessoas” e lembrou que ao recorrer à comunidade internacional Angola não estará a pedir um favor porque “faz parte dessa comunidade e até tem as suas cotas pagas nas organizações internacionais”. Chissegueti, que deu a conhecer os resultados da reunião, destacou o “crescimento da tensão pré-eleitoral” entre os dois grandes partidos do país e disse ser necessário “que se melhore o discurso político para garantir a paz, segurança e harmonia entre os cidadãos”. “Que haja um grande esforço de salvaguardar o Estado democrático e de direito mantendo a independência dos poderes executivo, legislativo e judicial”, pediram os bispos, dias depois de o Tribunal Constitucional ter anulado o congresso de Novembro de 2015 que elegeu Adalberto Costa Júnior presidente do maior partido da oposição. Na abertura da reunião, na passada quarta-feira, o presidente da CEAST, Dom Filomeno Vieira Dias tinha chamado a atenção para o “aumento dos níveis de insegurança um pouco or todo o país”, com as instituições religiosas a não serempoupadas”. Para os bispos, o país vive, “sobretudo em Luanda, situações de segurança bastante graves, os assaltos multiplicaram-se”. “E claro que essa multiplicação de assaltos obriga-nos a tomar uma palavra, até porque duas das nossas instituições foram assaltadas durante a nossa plenária. Portanto, o que pedimos é que a polícia tenha capacidade de mobilidade para poder fazer a cobertura naquilo que toca à sua responsabilidade”, referiu Belmiro Chissengueti. Também ligada a esse aumento da violência, está a crescente inflação que “diminuiu o poder de compra dos cidadãos”, factor que tem estado na origem do “aumento da fome devido à falta de alimentos”. Com uma série de recomendações aos políticos e ao Governo, em especial, com destaque para a salvaguarda do Estado de Direito, a crianção de um melhor ambiente político, reforço da segurança e medidas para combater a fome, a CEAST congratulou-se com o modo como decorreram as eleições em São Tomé e Príncipe e auguraram ao novo Presidente “um desempenho fruoso e pacífico do seu cargo.
  • Intenção de privatizar a Sonangol tem sido adiada pela necessidade de tornar a empresa, que teve prejuízos de quase 2,6 mil milhões de euros, no ano passado, mais atrativa para os investidores. O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás disse esta sexta-feira que a privatização parcial da petrolífera angolana Sonangol não acontecerá “de certeza” neste mandato, adiando a dispersão em bolsa para a partir do final do próximo ano. “De certeza que não será neste mandato, ainda“, disse Diamantino Azevedo, quando questionado pela Lusa sobre quando a Sonangol estará pronta para ver parte do seu capital colocado em bolsa. O ministro angolano falava em Lisboa, no final da cerimónia de assinatura de um contrato de investimento mineiro relativo à concessão de diamantes Chiri, na província da Lunda Norte, entre a diamantífera Endiama e a empresa Rio Tinto, em Lisboa. “Assim que todos estes aspetos [do processo] estiverem resolvidos, ou pelo menos com condições para ir para a bolsa, assim o faremos, mas de certeza que não será neste mandato, ainda”, admitiu o governante. “O processo de privatização parcial da Sonangol de até 30% iniciou-se há bastante tempo, mas o primeiro passo dado no cumprimento desse objetivo foi retirarmos a função concessionária e reguladora à Sonangol”, explicou Diamantino Azevedo, acrescentando: “De certeza que não levaríamos a empresa a bolsa sendo ela concessionária e reguladora, até por uma questão de princípio de soberania“. A intenção de privatizar parcialmente a Sonangol foi anunciada há já vários anos, mas tem vindo a ser sucessivamente adiada, devido à complexidade da operação, mas também à necessidade de tornar a empresa, que teve prejuízos de cerca de 3 mil milhões de dólares, quase 2,6 mil milhões de euros, no ano passado, mais atrativa para os investidores. “O primeiro passo foi tirar esta função da Sonangol e então iniciámos o processo de reestruturação, que tem várias componentes”, adiantou o governante, exemplificando com a diminuição do número de subsidiárias de 19 para seis, e a saída da empresa de cerca de 100 joint-ventures [negócios em parceria] cuja maioria não está ligada à atividade central da Sonangol. Além disso, elencou o governante, a Sonangol deve cumprir a função de operadora de poços petrolíferos: “Também faz parte da preparação da privatização parcial a transformação da Sonangol numa verdadeira mpresa operadora de poços de petróleo, porque até ao momento opera apenas 2% dos poços, e a meta de médio prazo é 10%“.

Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola. Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Angola: Rumo a um objetivo comum vs. fatos e realidade – onde nos vemos daqui a cinco anos?

Há aqui algumas considerações que gostaria de tecer:

  1. É verdade que o MPLA se converteu numa organização política de estilo mafioso (em termos políticos, económicos e militares) da África Subsariana.
  2. A sua afiliação com a máfia russo-chinesa, libanesa-brasileira, etc., operante no país, exige exposição de “factos verificáveis e credíveis“.
  3. Se quisermos mudar, façamo-lo com base nos princípios éticos, cívico e íntegros – caso contrário estaremos a contribuir para a perpetuação do “status quo” ingenuamente!
  4. Se “querer é poder”, teremos de acreditar que somos capazes de mudar: acreditando na boa-fé, e apostar no diálogo franco e aberto com a participação de todos interessados!

Angola: Towards a common goal vs. facts and reality – where do we see ourselves five years from now?

Here are some considerations I would like to make:

1.) the MPLA has become a mafia-style political organization (in political, economic, and military terms) of sub-Saharan Africa.

a.) Its affiliation with the Russian-Chinese, Lebanese-Brazilian mafia, operating in the country, requires exposure of “verifiable and credible facts.”

2.) If we want to change, let us do it based on ethical, civic, and upright principles – otherwise, we will be naively contributing to perpetuating the “status quo”!

3.) If “wanting is power,” we will have to believe that we are capable of change: considering in good faith and betting on frank and open dialogue with the participation of all interested parties!

Angola: acórdão do Tribunal Constitucional “fundamentado” (?) no sistema jurídico português para destituir Adaberto da Costa Júnior – poderá haver alguma margim de recurso: vale mesmo a pena?

Angola: acórdão do Tribunal Constitucional “fundamentado” (?) no sistema jurídico português para destituir Adaberto da Costa Júnior – poderá haver alguma margim de recurso: vale mesmo a pena?

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Washington D.C – Rádio Angola Unida (RAU) – 235ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 10/07/2021, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • Tribunal Constitucional de Angola votou pela anulação do 8.º Congresso da UNITA que elegeu Adalberto da Costa Júnior no mesmo dia em que partidos de oposição lançam frente para derrotar o MPLA. O Tribunal Constitucional (TC) de Angola votou hoje pela anulação do 8.º Congresso da UNITA em que saiu vencedor o atual presidente do “Galo Negro”, Adalberto da Costa Júnior. A decisão do TC foi divulgada hoje pela TV Zimbo. Adalberto da Costa Júnior tornou-se o terceiro presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) em 15 de novembro de 2019, conquistando mais de 50% dos votos num universo de 960 eleitores. A notícia é conhecida no mesmo dia em que os líderes da UNITA, maior partido da oposição angolana, o Bloco Democrático e PRA-JÁ Servir Angola assinaram os documentos que formalizam a criação de uma Frente Patriótica Unida para derrotar o MPLA nas eleições agendadas para 2022. O líder da UNITA afirmou estar preparado para as interferências do Tribunal Constitucional (TC) que considerou um “instrumento partidário”. Adalberto da Costa Júnior falava aos jornalistas após a formalização da plataforma política eleitoral Frente Patriótica Unida, que congrega três movimentos políticos para vencer o MPLA nas eleições do próximo ano, e que vai ser liderada pela UNITA.
  • A Frente Patriótica Unida /FPU) tem ainda que esclarecer alguns aspectos da sua plataforma política, mas pode ser o primeiro passo para o afastamento do MPLA do poder, disse o analista angolano Agostinho Sicato. O activista Nuno Dala espera que a plataforma possa evoluir ainda mais. Sicato acrescentou que só com uma verdadeira união das forças políticas o MPLA poderá passar à oposição e afirmou ter ficado bem impressionado com a imagem dada pelos líderes da FPU na apresentação da iniciativa. “Se a imagem que os líderes passaram hoje é a imagem real claramente que o MPLA pode ir para a oposição”, disse em referência às manifestações públicas de unidade de Adalberto Costa Júnior, da UNITA, Filomeno Vieira Lopes, do Bloco Democrático, e Abel Chivukuvuku, do projecto Pra-Já Servir Angola. Sicato afirmou, no entanto, ser preciso esclarecer alguns aspectos na plataforma política apresentada nessa ocasião. “A Frente precisa esclarecer a nível dos próprios partidos políticos até que ponto os membros dos partidos políticos concordam com esta frente”, acentuou. Por seu lado, o activista Nuno Dala disse estar confiante que, com tempo, a plataforma poderá fortalecer-se ainda mais. “Uma das principais razões destas dúvidas reside na falta de informação, e com as fases que o projecto suporta muitas questões vão ser esclarecidas” concluiu. A UNITA, o Bloco Democrático e o Projecto Pra-Ja Servir Angola lançaram oficialmente nesta terça-feira, 5, em Luanda, a Frente Patriótica Unida (FPU), que visa unir aquelas forças da oposição na corrida às eleições de 2022. O presidente do maior partido da oposição, Adalberto Costa Júnior vai liderar este movimento ad hoc, que, segundo os seus promotores, não toma a forma de uma coligação eleitoral formal para evitar eventuais constrangimentos que poderiam ser levantados pelo Tribunal Constitucional.
  • Promotores de partidos políticos em Angola dizem enfrentar imensas dificuldades para legalizar as suas formações junto do Tribunal Constitucional (TC). Nos últimos quatro anos, o TC chmbou 10 iniciativas de criação de partidos políticos. O jurista e presidente do Observatório Para Coesão Social e Justiça em Angola, Zola Ferreira Bambi, diz que a não legalização de novos partidos políticos é uma estratégia clara do Executivo de João Lourenço. “A falta de vontade política e o interesse da manutenção do poder por qualquer custo está na base da não autorização para criação de partido político”, sustenta Ferreira Bambi. O activista e fundador da plataforma União dos Povos de Angola (UPA), Pedrowski Teca, justifica a criação do movimento com o desespero que a juventude sente ante o TC. “O MPLA quer com isso escolher quem deve ser o seu opositor. O que não deve ser”, diz. Entretanto, Mfuca Muzemba, antigo deputado à Assembleia Nacional, que percorre os municípios de Luanda com a “Tenda da Esperança” para a recolha de assinaturas para a formalização do seu partido político, diz-se esperançoso. “Estamos numa fase crucial e as recolhas de assinaturas vão continuar”, garantiu. Vários movimentos cívicos têm sido criados nos últimos angolanos, muitos deles fruto da não legalização dos projectos políticos dos seus promotores. Um dos casos mais mediáticos foi a não legalização do Pra Já-Servir Angola, promovido poe Abel Chivukuvuku, fundado da CASA-CE.
  • Consultora considera que Angola não deverá pedir ao Fundo Monetário Internacional um novo programa de assistência financeira devido à necessidade de aumentar a despesa pública antes das eleições. A consultora Eurasia considerou este domingo que Angola não deverá pedir ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um novo programa de assistência financeira devido à necessidade de aumentar a despesa pública antes das eleições, marcadas para o próximo ano. “É pouco provável que Angola prossiga com um segundo programa do FMI até depois das eleições de 2022 devido ao aumento da pressão sobre a despesa pública para sustentar o apoio ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder)”, lê-se num comentário à evolução da situação económica no país. No comentário, enviados aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que “a retirada dos subsídios, o abrandamento da economia angolana e o falhanço do partido no poder em garantir algumas promessas eleitorais levou a um declínio do apoio nos tradicionais bastiões”. Para os analistas desta consultora, “a crescente concorrência eleitoral colocada pela formação de uma coligação na oposição e as mudanças à lei eleitoral aumentaram o risco da existência de mais protestos políticos nas vésperas das eleições de 2022”. Estas eleições, concluem, “podem ser a campanha presidencial mais competitiva na era do pós-guerra, principalmente devido ao facto de o MPLA enfrentar pela primeira vez uma oposição unida liderada por Adalberto da Costa Júnior”, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). Este fortalecimento da oposição “pode fazer com que o Presidente, João Lourenço, atrase a redução dos subsídios aos combustíveis e acelere o ritmo dos programas para atrair investimento direto estrangeiro e diversificar a economia”, apontam os analistas.
  • Dez cidadãos ex-gestores públicos na província angolana do Uíge foram detidos pelo crime de peculato, por alegadamente se terem apropriado de forma ilícita de viaturas e outros bens do estado no período de 2013 a 2018. De entre os detidos destaca-se o ex-chefe do departamento de gestão e orçamento do gabinete provincial da educação do Uíge, exonerado recentemente pelo governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, por suposto envolvimento no escândalo de subsídios de exames dos professores que nunca foram pagos durante três anos. O porta-voz do SIC no Uíge, Zacarias Fernando, que falava em conferência de imprensa, disse que namaioria dos casos”esses cidadão depois de exonerados dos referidos cargos e outros reformados, apropriaram-se de forma ilícita de viaturas que lhes foram atribuídas durante o exercício das suas funções”. “Em cumprimento de mandado de detenção à ordem da PGR no Uíge, o SIC deteve 10 cidadãos pelo crime de peculato dos quais destacam-se, os ex-administradores comunais do Quibocolo e do Béu no município de Maquela do Zombo, de Quimaria no município do Bembe, ex-administrador municipal adjunto de Milunga, ex-administrador adjunto para área social do município do Songo, ex directores municipais da saúde de Negage e do Mucaba, ex-director do Liceu de Quitexe, ex-chefe do departamento de gestão e orçamento do gabinete provincial da educação do Uíge e o ex-chefe de secção de ciência e tecnologia do gabinete provincial da educação do Uíge”, disse. O SIC no Uíge, já conseguiu recuperar cinco viaturas que se encontravam em posse dos ex-gestores públicos que se encontram detidos em prisão preventiva na comarca do Congo.
  • Os Governos de Angola e Portugal aprovaram um protocolo bilateral sobre a facilitação de vistos nacionais, em passaportes comuns ou ordinários, para mobilidade jovem, por razões de saúde e de trabalho. De acordo com o decreto presidencial 240/21, de 29 de setembro, consultado hoje pela agência Lusa, o protocolo tem como objetivo estreitar as relações de amizade e de cooperação nos domínios académico, cultural, científico, técnico e económico com a República portuguesa, bem como eliminar as barreiras existentes ao desenvolvimento das atividades das empresas e do investimento. Nesse sentido, as partes acordaram facilitar a atribuição de vistos de longa duração, para fins académicos, culturais, desportivos, científicos e tecnológicos, bem como cidadãos em busca de tratamento médico e respetivos acompanhantes, sendo também eleitos os vistos de trabalho de longa duração. Relativamente aos vistos para fins académicos, culturais, desportivos, científicos, tecnológicos e de saúde são válidos para múltiplas entradas, de longa duração e prorrogáveis. Já os vistos de trabalho, são válidos para múltiplas entradas, num período de 36 meses, permitindo ao seu titular uma permanência contínua, por períodos de 12 a 36 meses prorrogáveis, para a finalidade que determinou a sua concessão. Para a atribuição do visto de trabalho de longa duração são considerados os trabalhadores envolvidos em projetos de investimento, designadamente projetos de reconstrução nacional, contratualizados por empresas públicas, privados ou de capital misto de ambos os países. O decreto presidencial sublinha que os signatários do protocolo deverão conceder os vistos com o objetivo de facilitar a mobilidade dos cidadãos de ambos os países num prazo máximo de oito dias úteis a contar da data da sua solicitação, enquanto para os vistos de trabalho de longa duração, o prazo máximo é de 30 dias úteis desde a data do pedido. Os signatários devem garantir as condições necessárias para assegurar a permanência dos requerentes no respetivo território durante o período de validade do visto e as renovações ou prorrogações dos vistos concedidos devem acontecer no prazo de cinco dias úteis a contar da data da solicitação. O protocolo produzirá efeitos a partir da data da sua assinatura, por um período de cinco anos, automática e sucessivamente renováveis desde que não seja denunciado nos termos previstos, “quando um dos signatários manifestar essa vontade, notificando o outro por escrito e através dos canais diplomáticos”.

Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola. Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Angola: General Dino,Desfalque da Sonangol vs. Luta contra a Corrupção

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Washington D.C – Rádio Angola Unida (RAU) – 234ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 09/30/2021, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • Angola quer aumentar a participação do setor não petrolífero nas trocas comerciais com Espanha, país com o qual registou, em 2020, um volume de negócios de 629 milhões de euros, disse esta segunda-feira o ministro do Comércio angolano. Victor Fernandes, que integra com os ministros do Interior, das Relações Exteriores e das Finanças, a delegação do Presidente de Angola, João Lourenço, que inicia, na terça-feira, uma visita de trabalho de dois dias a Espanha, disse que durante os trabalhos vão ser identificados, do ponto de vista do comércio e da indústria “zonas de cooperação que façam aumentar o pendor da balança para o setor não-petrolífero”. Temos uma presença empresarial espanhola em Angola com alguma dimensão já, o que queremos é que ela aumente e se diversifique. Espanha é uma economia com alguma dimensão na zona económica europeia e que, do ponto de vista da produção industrial, terá muito que partilhar connosco”, disse o ministro do Comércio e Indústria de Angola, Victor Fernandes, em declarações à rádio pública angolana. Por sua vez, o embaixador de Angola em Espanha, José Luís de Matos, disse que o programa de visita do chefe de Estado angolano prevê para terça-feira encontros com o Rei de Espanha e com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez. José Luís de Matos avançou que será analisada a cooperação ao longo destes anos, realçando as excelentes relações com Espanha, que tencionam manter. “Vêm vários ministros de várias áreas e vão passar em revista os acordos de cooperação que foram assinados, uns há bastante tempo e outros durante a visita de Pedro Sánchez a Luanda”, sublinhou o chefe da representação diplomática de Angola em Espanha. Angola e Espanha registaram no ano passado um volume de negócios estimado em 629 milhões de euros, dos quais 81 milhões de euros corresponderam às exportações de Espanha para Angola e 548 milhões de euros compras do país europeu ao africano lusófono, com destaque para o petróleo. João Lourenço visita Espanha depois de ter concluído, na semana passada, uma missão em Nova Iorque, Estados Unidos da América. De acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, na quarta-feira o Presidente João Lourenço visitará infraestruturas e instituições sedeadas na capital espanhola, Madrid, com o que estará concluída mais esta ação de diplomacia no estrangeiro, que incluiu Washington, Nova Iorque e Madrid.
  • Angola possui todas as caracteristicas de um “estado fracassado”defendeu o activista social e investigador Paiva António “Kiambote” autor de um livro com esse nome. “Estado Fracassado” apresenta doze (12) características que definem o estado fracassado angolano. “A elite superior do estado vagueia acima da lei”, “violações do direitos humanos”, “corrupção extrema que rói o tecido da economia”, passando ainda pela “educação altamente deficiente”, entre outras características. “Foram editados duzentos e cinquenta (250) exemplares, do primeiro volume que praticamente já foram esgotados”, disse. O autor afirmou que a na Faculdade de Humanidades, da Universidade Agostinho Neto, tinha proibido o lan,cametno do livro na instituição “porque segundo o decano, a universidade é uma instituição do estado, obras voltadas a críticas a instituições do estado não é permitida a sua venda”. No próximo mês de Novembro, “Kiambote” tem agendadas viagens para Portugal e Brasil para apresentar “Estado Fracassado”. “Estamos a trabalhar com a editora para que a obra literária seja dada a conhecer aos portugueses e brasileiros que o estado angolano é um fracasso” defendeu o autor. Paiva António “Kiambote” é investigador e activista social, promete para Abril de 2022 a produção do segundo volume de “Estado Fracassado”.
  • Promotores de partidos políticos em Angola dizem enfrentar imensas dificuldades para legalizar as suas formações junto do Tribunal Constitucional (TC). Nos últimos quatro anos, o TC chmbou 10 iniciativas de criação de partidos políticos. O jurista e presidente do Observatório Para Coesão Social e Justiça em Angola, Zola Ferreira Bambi, diz que a não legalização de novos partidos políticos é uma estratégia clara do Executivo de João Lourenço. “A falta de vontade política e o interesse da manutenção do poder por qualquer custo está na base da não autorização para criação de partido político”, sustenta Ferreira Bambi. O activista e fundador da plataforma União dos Povos de Angola (UPA), Pedrowski Teca, justifica a criação do movimento com o desespero que a juventude sente ante o TC. “O MPLA quer com isso escolher quem deve ser o seu opositor. O que não deve ser”, diz. Entretanto, Mfuca Muzemba, antigo deputado à Assembleia Nacional, que percorre os municípios de Luanda com a “Tenda da Esperança” para a recolha de assinaturas para a formalização do seu partido político, diz-se esperançoso. “Estamos numa fase crucial e as recolhas de assinaturas vão continuar”, garantiu. Vários movimentos cívicos têm sido criados nos últimos angolanos, muitos deles fruto da não legalização dos projectos políticos dos seus promotores. Um dos casos mais mediáticos foi a não legalização do Pra Já-Servir Angola, promovido poe Abel Chivukuvuku, fundado da CASA-CE.
  • O Fundo de Fomento Habitacional (FFH) angolano lançou um concurso público, de 23,8 mil milhões de kwanzas (33,5 milhões de euros), para a reabilitação de 21 edifícios vandalizados, na Urbanização Vida Pacífica, em Luanda, apreendida no combate à corrupção. Segundo o anúncio de abertura do procedimento deste concurso público, publicado hoje no Jornal de Angola, a empreitada de reabilitação dos imóveis, subdividida em seis lotes, tem o prazo de execução de oito meses e está aberta à participação de entidades estrangeiras. A Urbanização Vida Pacífica, localizada no Zango Zero, município angolano de Viana, em Luanda, foi apreendida pelo Serviço Nacional de Recuperação de Ativos da Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana, no âmbito das ações de combate à corrupção, e alguns edifícios têm sido vandalizados por estarem desabitados. Para a empreitada de reabilitação dos 21 edifícios, o FFH refere que o concurso, cujo prazo de entrega de candidaturas decorre até 29 de outubro próximo, implica a celebração de um contrato público. A empreitada prevê a reabilitação dos referidos edifícios “vandalizados, desprovidos de diversos elementos internos, incluindo infraestruturas técnicas internas e externas, instalação, recuperação, ensaios, pintura e arranjos exteriores”. Certidão contributiva original, emitida pelo Instituto Nacional de Segurança Social, comprovativo da regularização da situação tributária perante ao Estado angolano são alguns dos requisitos aos concorrentes que devem apresentar “propostas economicamente mais vantajosas”. Os candidatos devem pagar 60.000 kwanzas (84,5 euros) para a obtenção das peças do procedimento. O FFH, entidade contratante, é uma pessoa coletiva de direito público, que integra a administração indireta do Estado, que goza de personalidade e capacidade jurídica e é dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, tutelada pelo Ministério das Finanças e pelo Ministério das Obras Públicas e Ordenamento do Território angolano..
  • Cerca de um mês depois do arranque do ano lectivo no ensino geral na província angolana da Huíla, várias escolas construídas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção Municipal (PIIM) estão sem funcionar por falta de professores. Do interior da província são vários os relatos que chegam sobre escolas construídas e entregues, mas que nem chegaram a abrir por falta de professores, como é o caso de quatro estabelecimentos no município de Chicomba. Na localidade de Chikunku, no município de Quipungo, pais e encarregados de educação estão preocupados com a situação para a qual apelam para a mudança do quadro da parte das autoridades. “No ramo da educação notámos o fecho de algumas escolas por falta de professores, isto é, na parte sul da comuna e Namangóngua área desmembrada da Cacula”, disse um residente local. O défice de professores face à demanda é uma constatação há muito reconhecida pelas próprias autoridades e que tende a agravar diante do aumento da rede escolar por via do PIIM. O ensino geral na província da Huíla tem perto de 20 mil professores, número que pode subir ainda no decurso do presente ano com a previsão do concurso público de admissão de novos agentes. Para o Sindicato dos Professores (Sinprof) na Huíl,a os investimentos no sector da educação precisam de ser revistos se o país quiser ter um ensino de qualidade. “Um indicador para aferir se as condições melhoraram ou não é só olhar para o orçamento adjudicado ao sector da Educação e mostra claramente aquilo que devia ser o empenho ou não do Governo em relação ao sector da educação”, aifrmou disse o secretário provincial João Francisco.
  • A companhia Trafigura pagou ao general angolano Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” 390 milhões de dólares por acções de uma companhia de fornecimento de combustíveis. A transacção ocorreu em Junho do ano passado, mas só agora foi revelada e fez parte de uma tentativa da Trafigura para restruturar os seus negócios em Angola e atrair mais credores à companhia Puma Energ,y reduzindo a participação do general Dino, escreve o jornal Financial Times. A companhia Cochan Holdings, detida em parte pelo general Dino, ajudou a Trafigura a dominar durante vários anos o fornecimento de produtos petroliferos em Angola gerando enormes lucros que, segundo o Financial Times, ajudaram a transformar a Trafigura num gigante no mercado mundial de matérias primas. A Trafigura quase o monopólio no fornecimetno de produtos petrolíferos em Angola através do Grupo DT, uma joint venture da Trafigura e da Cochan. Os produtos eram distribuidos a empresas e consumidores através da rede de distribuição Puma a estações de gasolina, aeroportos e terminais marítimos. A Trafigura investiu na Puma, enquanto a companhia do general Dino, Cochan, apostou em várias operações da Puma em África, acrescenta o Financial Times. O general Dino integrou Comissão de Direcção Global da Puma entre 2013 e 2020. Após a subida ao poder do Presidente João Lourenço, as acusações contra o general Dino de envolvimento em corrupção em negócios com companhias chinesas levaram a Trafigura a querer reduzir a participação do general, algo que foi anunciado em Março do ano passado, mas cujos pormenores nunca foram revelados. Entretanto, a Sonangol colocou em concurso público os contratos de fornecimento de combustíveis que foram ganhos pela Total e pela Glencore. O Financial Times diz agora que o relatório anual da companhia Puma revela que a Trafigura pagou à Cochan, do deneral Dino, 390 milhões de dólares em Junho do ano passado por cerca de 12 milhões de acções a um valor aproximado de 33 dólares cada. Isso significa que a Cochan, que controlava 5,04% da companhia, “deixou de ser um accionista significativo”, disse a Puma. O Finanacial Times escreve, por outro lado, que numa transacção envolvendo a compra de acções à Sonangol a Puma pagou 20 dólares por acção. O jornal citou um porta-voz da Puma como tendo dito que a companhia “está confortável” com o pagamento de 33 dólares por cada acção da Cochan, do general Dino, e explicou que a diferença de preços se deve à valorização da companhia no ano passado, ainda “antes da pandemia”.

Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola. Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Rádio Angola Unida: A radio at the service of Angolans, who do not have a voice in defense of Human Rights and Fight against Corruption, in favor of a Democratic State and the Law, betting on sustainable development and the dignity of the sovereign people of Angola. Radio Angola Unida (RAU) programs are presented and produced in Washington DC.

Angola: Política Monetária vs. Inflação e Poder de Compra

Escute aqui: https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2021/09/23/angola-o-roadshow-propriv-e-sua-aplicablidadeera-uma-vez

Washington D.C – Rádio Angola Unida (RAU) – 233ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 09/22/2021, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • A afirmação foi feita, on-tem, pelo ministro-Conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos da América, Greg Segas, ao dirigir palavras de boas vindas aos empresários do seu país, que participaram na videoconferência de amostra do Programa de Privatizações, designado “RoadShow PROPRIV”, de iniciativa do Instituto de Gestão de Activos de Participações de Estado (IGAPE). De acordo com o Greg Segas, o seu país valoriza também o combate à corrupção que tem elevado a confiança internacional, a assistência do Fundo Monetário Internacional (FMI), que tem gerado avaliações muito positivas e a melhoria do ambiente de negócios, por via da revisão das leis, tornando-as mais activas, actuais e atractivas ao investimento. Nesse sentido, o responsável norte-americano reconhece haver maior transparência nos negócios, um facto que também serve de convite aos investidores dos Estados Unidos.
  • Os agentes da Polícia Nacional (PN) de Angola demitidos por envolvimento na repressão a manifestantes no dia 30 de Janeiro, na região de Cafunfo, na província da Lunda Norte, “estão em liberdade e continuam a actuar como membros da corporação”, acusou o activista dos direitos humanos na região Jordan Muacambinza. Na sequência da repressão dos tumultos, que resultou na morte de um número elevado mas indeterminado de manifestantes por agentes da PN, o Comandante-Geral Paulo de Almeida tinha determinado a demissão de dois polícias, incluindo um inspector-chefe. As autoridades dizem que os manifestantes atacaram uma esquadra, o que que foi negado pelos participantes no protesto que, por sua vez, acusaram a polícia de terem morto indiscriminadamente várias pessoas. Em despacho, publicado dois meses depois dos incidentes, os demitidso eram acusados de “infrações disciplinares graves”, nomeadamente ofensas corporais e “profanação de cadáver”. Segundo o despacho, o inspector-chefe Eduardo Tomé e o agente Jonilto Txijica haviam incorrido em “actos de ofensas corporais contra detidos e profanação de cadáver, aquando da invasão da esquadra policial de Cafunfo”, a 30 de janeiro. “Os efectivos demitidos devem fazer o espólio de todo o uniforme da Polícia Nacional de Angola, bem como os documentos de identificação policial”, acrescentou o despacho. No passado dia 8 de Setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola informou ter entregue ao Tribunal da Lunda Norte dois processos concluídos na sequência dos confrontos registados a 30 de Janeiro. O porta-voz da PGR, Álvaro João, disse que num dos dois processos-crimes abertos havia “excesso” por parte de alguns agentes da Polícia Nacional (PN), o que provocou a morte de diversos cidadãos. Noutro processo, a PGR entende que se tratou de “insurreição” por parte dos manifestantes envolvidos nos confrontos travados com as autoridades policiais naquele dia. O advogado e membro da Associação Mãos Livres, Salvador Freire afirmou nesta quarta-feira, 21, à VOA, que “o processo continua em banho-maria, aguardando pela pronúncia do juiz da causa”. Segundo aquele defensor, no processo relativo aos membros do chamado Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe foram arrolados 8 a 9 sobas locais, sem qualquer envolvimento nas manifestações.
  • Segundo as autoridades, o novo Código Penal proíbe a vandalização da imagem do Presidente da República. Para oposição, MPLA está a abusar ao afixar propaganda antes do arranque oficial da campanha eleitoral. Não é comum a vandalização de imagem de figuras políticas por parte dos cidadãos na cidade de Cabinda, na província angolana com o mesmo nome. Na semana passada, entretanto, uma cidadã optou por desfazer uma imagem gigantesca do rosto do Presidente afixada no centro da cidade, concretamente na Secretaria Provincial dos Registos. A cidadã em causa, que alegadamente sofre perturbações mentais, usava palavras como: “Dei-te o poder, mas agora acabou”. O protesto surpreendeu um grupo de cidadãos que acabou por apoiar o ato isolado. O incidente fez o Governo da província divulgar um comunicado, no qual alerta para a proibição deste tipo de vandalização da figura institucional do Presidente. O deputado Raúl Tati, da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição, usou as redes sociais para criticar a utilização de imagens do Presidente em locais públicos. Para Tati, tais fotos acabam por ser confundidas com os símbolos nacionais. Para o deputado da Assembleia Nacional, a prática acaba, segundo as suas palavras, “endeusando o chefe de Estado” e “legitimando a sua dominação através da idolatria e do medo”. Já Hilário Mosse, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, diz que nada impede que alguém possa criticar um governante, mas quem age de má fé vandalizando, por exemplo, a imagem do Presidente, viola o Código Penal. “Só aquela atitude plausível a favor de um ato negativo pode levar-nos a cair na apologia pública de crime. O novo Código Penal coloca-nos aqui a situação do ultraje ao Estado, aos símbolos e ao Órgão. Porém, este último, por exemplo, está aí para dissociar o símbolo do Órgão, pelo que o Presidente enquanto Órgão da soberania”, explica. Há algum tempo, vozes críticas afirmam que o novo Código Penal foi introduzido para impedir que se questione as ações do Presidente. O jurista João Quiamingódia, entretanto, esclarece que o Código Penal prevê punição a quem ultrajar por palavras, imagens, escritos, desenhos ou sons a República de Angola, o Presidente da República ou qualquer outro órgão estatal.
  • O Presidente angolano disse que o país iniciou negociações com a African Parks, para uma parceria público-privada para a cogestão de longo prazo e desenvolvimento dos parques naturais de Luengue-Luiana e Mavinda, no sudeste de Angola. João Lourenço, que discursava em Washington na gala anual da International Conservation Caucus Foundation (ICCF), sublinhou que aqueles parques naturais formam um corredor de ligação a outras zonas protegidas da região transfronteiriça protegida do Okavango-Zambeze. Segundo o Presidente angolano, esta região é a última fronteira selvagem no sul de África, que compreende rios e lagos, que abastecem o delta do Okavango, no Botsuana, e ‘habitats’ naturais críticos para migração das maiores populações de elefantes que restam no continente africano, e que começam a regressar para Angola, vindos da Namíbia, Botsuana e Zâmbia. “A African Parks trará o financiamento e a experiência técnica necessárias para conservar e administrar essas vastas áreas que estão sob crescente ameaça de desmatamento, fogo e caça furtiva”, realçou João Lourenço. O chefe de Estado angolano sublinhou que parceria funcionará como uma proteção, debaixo da qual atuarão alguns dos atuais parceiros internacionais e locais, como a Panthera, a Acadir, a DBDS, sendo estes os que têm prestado apoio na preservação dos felinos e das comunidades que ali se encontram. “Desde já gostaríamos de agradecer à Panthera, pela criação dos guardas comunitários que trabalham em prol da preservação da vida selvagem e humana no Parque Nacional de Luengue-Luiana”, salientou o Presidente angolano. João Lourenço disse acreditar também que a Fundação dos Parques da Paz, de que Angola é membro, continuará a apoiar o Secretariado Executivo do Projeto Okavango-Zambeze, e a implementar, no futuro, ações em parceria, no formato que se pretende. “Angola será o terceiro signatário do Protocolo contra o Tráfico Ilícito de Espécies da Flora e Fauna Selvagens, ao abrigo da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional”, disse João Lourenço. De acordo com o Presidente angolano, ao assinar este protocolo, Angola continuará empenhada no combate aos crimes ilegais contra a vida selvagem. “Sendo parte da Fundação de Proteção dos Elefantes albergaremos, neste mês de setembro, o conselho, onde faremos o balanço das ações relacionadas com a implementação dos instrumentos de salvaguarda da biodiversidade”, frisou. Para o chefe de Estado angolano, com a abertura de corredores ecológicos, os elefantes poderão circular livremente entre as fronteiras dos países que formam o projeto transnacional Caza [Projeto Transfronteiriço de Conservação Okavango-Zambeze], pois do lado angolano se continuará a envidar esforços conjugados com a Halo Trust e outros parceiros internacionais para a completa desminagem das áreas de conservação. João Lourenço disse que Angola preparou vários eventos internacionais, de que se destacam as visitas de campo para os grandes investidores internacionais interessados em oportunidades de conservação no país.
  • A antiga ministra do Trabalho e ex-embaixadora de Moçambique na República de Angola foi restituída à liberdade, mediante termo de identidade de residência. A antiga governante está em liberdade após dois anos em prisão preventiva, acusada no envolvimento no desvio de mais de 134 mil euros do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). A libertação de Maria Helena Taípo aconteceu depois dos advogados de defesa terem interposto vários recursos e que finalmente o Tribunal Superior de Recurso decidiu em tirar fora das grades a antiga governante. Os advogados de Maria Taípo confirmam a soltura e que a decisão da sua liberdade foi em resposta a um pedido de habeas corpus, submetidos junto ao Tribunal Superior de Recurso em Dezembro do ano passado. «Ela vai aguardar julgamento em liberdade», disse um dos advogados. Os factos remontam a 2014, quando Taípo era ministra do Trabalho, instituição que tutela o INSS, sendo que só em abril de 2019 o Gabinete Central de Combate à Corrupção decidiu pela prisão da ex-governante. Este caso, além de Maria Helena Taípo, envolve outros 12 arguidos. Maria Helena Taípo que na sua governação foi conhecida como dama de ferro, foi também governadora da província de Sofala, antes de rumar para Angola.
  • Consultora diz que a moeda vai atingir os 666 kwanzas por dólar. A inflação deverá aumentar, principalmente, no preço dos alimentos devido à seca severa em Angola, e à fraca época de pescas. A consultora NKC African Economics prevê que a moeda nacional de Angola se vá desvalorizar até final do ano para 666 kwanzas por dólar, pressionando as despesas das famílias com produtos importados, nomeadamente os alimentares. “Antevemos que a taxa de câmbio do kwanza face ao dólar se vá depreciar até final do ano, com a recuperação dos preços do petróleo, atingindo os 666 kwanzas por dólar”, lê-se num comentário desta filial africana da britânica Oxford Economics aos últimos números da evolução dos preços em Angola. A inflação em agosto em Angola subiu para 26,1% em agosto face ao mesmo mês do ano anterior, aumentando também face aos 25,7% registados em julho, e registou a taxa mais elevada desde outubro de 2017. “A seca severa no sul de Angola, a pior em quatro décadas, e a fraca época de pescas na costa angolana exacerbaram o aumento da inflação nos preços dos alimentos”, escreve-se na nota enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso. O preço do petróleo deverá atingir o pico do ano no terceiro trimestre e a taxa de inflação deverá subir para 23,7%, acima dos 22,2% registados no ano passado. No entanto, concluem os analistas, “os dados mais elevados que o previsto deverão motivar um aumento da projeção de inflação na próxima ronda de previsões”. A inflação em Angola manteve-se praticamente inalterada, subindo ligeiramente 0,03% em agosto face a julho, enquanto que os preços aumentaram 2,68% face a agosto do ano passado, para 26,09%.

Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola. Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Angola: Lapsos Éticos e Diplomáticos

Angola: lapsos éticos e diplomáticos

Por Prof. N’gola Kiluange

Washington D.C -João Lourenço está em Washington e ainda não se encontrou com a comunidade angolana residente nos Estados Unidos. E se fez,  fé-lo apenas com um reduzido número de simpatizantes e amigos dos camaradas… O que equivale a dizer que o voto da diáspora angolana não lhe importante, demonstrando assim a sua  falta de sensibilização, conhecimento, etc., e o poder dessa comunidade no contexto diplomático… Mesmo alegando razões de segurança de saúde relativo à Covid-19, João Lourenço devia, no minímo, ter um encontro virtual para escutar as preocupações dos seus compatriotas.

                 Angola: ethical and diplomatic lapses

João Lourenço is in Washington and has not met with the Angolan community residing in the United States. And if he did, he did so only with a small number of sympathizers and friends of the comrades, which is to say that the Angolan diaspora vote is not essential to him, thus demonstrating his lack of awareness, knowledge, etc., and the power of that community in the diplomatic context. Even alleging health security reasons related to COVID- 19, João Lourenço should, at the very least, have a virtual meeting to listen to the concerns of his fellow countrymen.

Angola: Dos Santos regressa… agudizar de ajustes de contas entre os camaradas?

Angola Transparency

Escute aqui: https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2021/09/16/angola-a-nova-caa-de-votos-em-ndalatando

Washington D.C – Rádio Angola Unida (RAU) – 232ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 09/16/2021, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • O antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos regressou nesta terça-feira, 14, ao país dois anos e cinco meses após se ter instalado em Barcelona, na Espanha.
    Santos desembarcou no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, por volta das 11 horas, segundo informações avançadas pela agência de notícias de Angola, Angop.
    José Eduardo dos Santos, de 79 anos de idade, deixou Angola em Abril de 2019 e instalou-se em Barcelona, tendo feito deslocações ao Dubai, onde também passou algumas temporadas.
    Sem grandes contactos públicos ou declarações, apesar dos muitos processos contra os seus filhos, nomeadamente Isabel dos Santos e José Filomeno dos Santos, o antigo Chefe de Estado recebeu na sua casa o…

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