Angola: era uma vez…kwanza perde cerca de 20% do seu valor desde janeiro de 2020… preços dos consumidores… nossas reservas internacionais!

Washington D.C- Rádio Angola Unida (RAU) – 181ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 20-08-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes- escute aqui!

  • Cristina Dias Lourenço, filha do atual Presidente de Angola, é administradora executiva da Bolsa de Valores de Angola, uma entidade de capitais públicos. Esta opção vulnerabiliza João Lourenço e dá armas aos seus detratores.
  • O Banco Nacional de Angola (BNA) emitiu uma circular com orientações para a validação de pagamentos a entidades não residentes, com vista a evitar fraudes e fuga de capitais, dando 90 dias aos bancos para avaliar contratos dos clientes. Na carta circular divulgada no seu site, o BNA referiu que a contratação de serviços no exterior do país pode representar um risco elevado de fraude cambial e facilitar a movimentação ilícita de fundos para o exterior do país e destaca que “tem vindo a detetar um número elevado de contratos suspeitos de fuga de capitais e fraude cambial”. O regulador angolano decidiu, por isso, emitir orientações que os bancos devem observar na validação dos pagamentos ao abrigo de contratos de prestação de serviço, ou de faturas, conforme o caso, a entidades não residentes. Os bancos devem fazer, num prazo de 90 dias, uma avaliação de todos os contratos ativos dos seus clientes ao abrigo dos quais estão a ser feitos pagamentos, para se certificarem da sua legitimidade, cessando pagamentos em casos duvidosos. Nos casos em que existem indícios de fraude cambial, os bancos devem abordar o cliente e solicitar os devidos esclarecimentos. As operações cambiais de invisíveis correntes referem-se a atos, negócios ou transações relacionadas com viagens e transferências correntes, bem como pagamento de serviços e rendimentos entre Angola e o estrangeiro ou entre residentes e não residentes.
  • “Principalmente devido à queda do preço do petróleo este ano e à liberalização cambial, o kwanza perdeu cerca de 20% do seu valor desde o início do ano, tendo passado a barreira dos 600 dólares em junho, mas recuperou graças a um aumento dos preços petrolíferos nas últimas semanas”, escrevem os analistas, vincando que “ainda assim a moeda nacional continua vulnerável às mudanças no sentimento global e deverá depreciar-se mais de 50% em 2020”. Na nota enviada aos clientes, e a que a Lusa teve acesso, os analistas apontam que a desvalorização do kwanza “vai continuar a pressionar os preços dos consumidores, devido à forte dependência de Angola de produtos importados” e alertam que a implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), bem como a subida das propinas, “vai continuar a colocar pressões sobre a inflação”. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatística divulgou que o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) em Angola subiu para 22,93% em julho, um acréscimo de 5,69 pontos percentuais face ao período homólogo. Em termos mensais, a inflação registou uma variação de 1,78%, entre junho e julho de 2020. Tendo como referência a província de Luanda, a taxa de inflação registada no período de junho a julho de 2020 foi de 1,83%, cerca de 0,13 pontos percentuais inferior à registada no período anterior. A variação homóloga situou-se nos 22,17%, ou seja, um acréscimo de 4,58 pontos percentuais face ao período anterior.
  • Famílias carenciadas no Cacuaco, bairro nos arredores de Luanda, ficaram sem receber mais de três mil cestas básicas depois do administrador ter recusado autorização para a sua distribuição pela Cruz Vermelha, quem segundo ele, não tinha seguido os “procedimentos administrativos” para o efeito. Auxílio Jacob disse à VOA que a suposta doação não vinha da Cruz Vermelha e que os promotores não cumpriram os procedimentos administrativos. “Quem veio falar conosco não tinha conecimento de onde vinha a cesta básica, não escreveram para a administração, reunindo-se, em vez disso, com as comissões de moradores”, disse o administrador, acrescentando que depois disso é que os doadores “escreveram duas cartas, mas não versavam a razão de ser da doação”. “Chamamos a Cruz Vermelha, reunimo-nos com eles, pedimos informações sobre os produtos e eles não sabiam”, acrescentou. Entretanto, Pedro Kanga, secretário provincial interino da Cruz Vermelha em Luanda, tem uma versão contrária e diz que tal nunca tinha acontecido e que “quando chegamos lá o administrador disse que não podia autorizar”. Entretanto, o padre Jacinto Pio Wacussanga, da organização não-governamental Construindo Comunidades, considera a decisão inédita e reitera que a sua organização tem distribuido cesta básicas sem qualquer problema. “Nunca tivemos sobressalto algum e nunca tivemos qualquer proibição”, reiterou.

RAU – Rádio Angola Unida – Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola.
Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.
Perguntas e sugestões podem ser enviadas para Prof.kiluangenyc@yahoo.com.

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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