Angola: MPLA entre o vedetismo e a gangestice!

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Angola: entre o vedetismo e a gangestice!
Por Prof. N’gola Kiluange
Washington DC –Os assédios mortíferos contra seus adversários ainda continuam a ser uma das mais cruéis artimanhas de perpectuação do “status quo” e têm servido de reinforço à política de impunidade do partido governante…

E tudo isso em nome de sacrifícios de vidas humanas leiloadas aos alentos dos preços e quantidades dos nossos recursos naturais, quer no mercado nacional ou internacional…

Se a conjuntura da luta colonial renegava todos os seus princípios de subjugação, a criação de um Estado- Nação após viu-se à mercê da corja parida nos laboratórios da ex- KGB de Leonid Ilitch Brejnev…E o que se segiu foi simplesmente «horrendo, fero, ingente, temeroso» (Os Lusíadas).

E lá estamos…falando de eleições…aliciando o eleitorado com promessas inabaláveis, quando na verdade os contractos de bilhões de dólares firmados em seu nome quase ou nunca são posto ao debate público…
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O jogo da roleta russa só tem uma única saída… e quando a segurança e convivência social de cerca de 25 milhões de almas está em risco… o questionável é essa contínua petulância dos nossos dirigentes tomarem decisões arbitárias sem o prévio consentimento de todos nós!

Os pressupostos da responsabilidade civil contractual exigem que, os governantes em exercício de funçôes públicas, consultem regularmente aos governados quanto às suas opiniões…para,pelo menos, se legitimar e validar os seus desejos colectivos ou individuas relativos à boa governação!
E ao impor em votação parlamentar a “distinção de Presidente da República Emérito”, José Eduardo dos Santos acaba por merecer o mesmo título que atribuiu ao seu ex-adversário político durante a nossa guerra civil: entrave ao progresso social!

Ora se a intenção for aqui a necessidade de repor o funcionalismo de todas nossas estruturas estatais, logo, o Presidente da República perde automaticamente a sua legitimidade de nos governar por ser o fundante de todos os tipos de corrupção enraizada na nossa sociedade.

A guerra em Angola não haverá: provendo que os seus promotores sejam bem identificados e expostos a nivel nacional regional e internacional! O que está em causa é o funcionalismo de todas nossas estruturas estatais e isso o MPLA não nos consegue garantir por meios pacifícos e cívicos.O partido reinante vai ter de decidir: mudança pacífica do poder ou continuação da chacina e pilhagem do nosso cofre nacional- leia-se: disfuncionalismo público…

Se nos recordamos…. Nito alves e José Van Dunem foram altos de chantagens públicas pela a máquina de informação-manipulação do MPLA –dias antes dos seus assassinatos!…

Ou optamos pelo civismo ou pela selvageria- qual dos dois o MPLA escolhe?
Mesmo que fixe a sua residência fora de Angola e o MPLA ganhe as eleições, Eduardo dos Santo sempre terá de responder por todos seus crimes, quer a nível internacional ou nacional…

São várias as acusações que lhe recaem: falsidade ideológica, peculato e abuso de poder, crime de corrupção, assassinato premeditado,prevaricação, recebimento ilícito de vantagem, burla qualificada e falsificação de documentos, prática de dispensa ilegal de licitação, formação de quadrilha,desvio de dinheiro public por servidor, apropriação indébita de recursos públicos,etc,etc,etc…
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Na verdade, seria de interesse do próprio partido governante começar por promover uma conferência nacional, antes da realização das próximas elegies marcadas para Agosto… e daí reconhecer publicamente todos seus erros…

Fazer aposta numa postura de vedetismo e transformar o nosso territorial num campo de batalha entre as forças ocidentais, a Rússia e a China é um risco incomensurável com consequências indesejáveis para qualquer um de nós!
A escolha é nossa!
Prof.N’gola Kiluange ( Serafim de Oliveira)
Washington D.C
Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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