Angola: “caça às bruxas política” ou encobrimento de tráfico de drogas no nosso país?

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Angola: “caça às bruxas política” ou encobrimento de tráfico de drogas no  nosso país?
Prof.N’gola Kiluange
Washington D.C –  “Aos traficantes vamos mover uma guerra sem trégua. Não chegaremos ao extremo do presente das Filipinas. Mas na base da lei, daquilo que a lei nos permitir, eles vão sentir a mão dura da lei e da ordem porque eles são uma raça que deve ser extinta da face da terra”, palavras de João Manuel Gonçalves Lourenço.
Se na verdade essa fosse a genuína preocupação do actual Ministro da Defesa angolana  – então porque não tera começado por perguntar aos seus colegas militares de alta patente, que cumpriram missões especias na Guiné-Bissau , no âmbito da Missang (Missão de apoio à reforma das Forças Armadas guineenses) entre 2011 e 2012?

Ter-lhe-ia sido benificioso questionar o ex- comandante das Forças Armadas Angolas (FAA) dessa missão, o tenente General Gildo dos Santos, porque raios os aviões de transporte dos nossos militares entre Bissau e Luanda traziam alegadamente cargas de drogas escondidas nos seus porões.

Um dos seus predecessores que supervisionava também essa missão directamente, e actual ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Cândido Pereira Van-Dúnem, poder-lhe-ia ser muito útil  –  devido as suas frequentes deslocações àquele país.
Em 2014, quando o autor dessas linhas, debruçou-se sobre a suspeita de tráfico de drogas entre Luanda e Guiné-Bissau, a Agência de Combate às Drogas dos EUA (DEA) considerava o caso de Angola como mero consumo a nível de uma pequena elite corrupta.
Se o contrabando de drogas fosse assim tão alarmante como se desenha, porque o governo angolano não recorreu à ajuda da luta internacional contra o estupefaciente, permitindo peritos internacionais questionar o antigo comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Joaquim Vieira Ribeiro “Quim Ribeiro”, sobre os segredos do narcotráfico no País.
Nada… absolutamente nada em Angola se faz por mera coincidência…se o considerado sucessor de José Eduardo dos Santos finge não conhecer os verdadeiros importadores e comerciantes de droga na nossa sociedade – temos aqui motivos inquietantes para nos preocuparmos com a duplicidade da “caça às bruxas política”…
Tais motivos suscitam muitos mais suspeitas em pleno ano eleitoral ou quando o governo se prepara para uma grande ofensiva contra as forcas rebeldes da FLEC  (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda).
João Lourenço devia perdir permissão ao seu chefe para poder questionar porque “supostamente” um dos seus filhos ou de alguns generais ligados à Presidência da República têm usado as nossas fronteiras, aviões e barcos comercias, malas diplomáticas,etc., e seres humanos para contrabandear drogas no nosso país.
Teria coragem de fazer isso sr. Ministro?
Prof.N’gola Kiluange
Prof.Kiluangenyc@yahoo.com
Washington D.C
———————————————————————————-Freestyle translation 🙂
 Angola: “political witch hunt” or concealment of drug trafficking in our country.
By Prof.N’gola Kiluange
Washington D.C – “The dealers we will wage a war without truce. We’re not going to the extreme of this in the Philippines. But on the basis of the law, what the law allow us, they will feel the hard hand of law and order because they are a breed that should be extinct from the face of the Earth “, words of John Manuel Gonçalves Lourenço.
If this were indeed the genuine concern of the current Angolan Defense Minister – then why not begin by asking his high-ranking military colleagues, who carried out special missions in Guinea-Bissau under the Missang (Mission to support the reform of Guinean Armed Forces) between 2011 and 2012?
It would have been beneficial to question the former commander of the Angolan Armed Forces (FAA) of that mission, Lieutenant General Gildo dos Santos, because the transport planes of our military between Bissau and Luanda allegedly carried loads of drugs hidden in their holds.
One of his predecessors who also supervised this mission directly, and current Minister of the Former Combatants and Veterans of the Homeland, Candido Pereira Van-Dúnem, could be very useful to him – due to his frequent trips to that country.
In 2014, when the author of these lines looked at suspected drug trafficking between Luanda and Guinea Bissau, the US Drug Enforcement Agency (DEA) considered the case of Angola as mere consumption at a small  elite corrupt.
If drug smuggling were as alarming as they are drawn, why the Angolan government has not resorted to aid from the international fight against narcotics, allowing international experts to question the former provincial commander of Luanda of the National Police, Joaquim Vieira Ribeiro “Quim Ribeiro,” on the secrets of drug trafficking in the country?
Nothing … absolutely nothing in Angola is done by mere coincidence … if the considered successor of José Eduardo dos Santos pretends not to know the real importers and drug dealers in our society – we have here disturbing reasons to worry about the duplicity of the “political witch hunt”.
Such motives raise much more suspicion in the election year or when the government is preparing for a major offensive against the rebel forces of the FLEC (Cabinda Enclave Liberation Front).
João Lourenço should ask permission to his boss in order to question why “supposedly” one of his sons or of some generals attached to the Presidency of the Republic have used our borders, planes and commercial boats, diplomatic bags, etc., and human beings to smuggle Drugs in our country.
Have the guts to do that Mr. Minister?
Prof.N’gola Kiluange
Prof.Kiluangenyc@yahoo.com
Washington D.C

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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