Angola: A Origem da Violência Gratuita

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Por Prof.N’gola Kiluange

Washington D.C- O estilo de vida que José Eduardo dos Santos quer impôr-nos ,desde Setembro de 1979 – já fracassou há muito tempo!

E… o triste aqui …é que a maneira como nos tem sido imposto um modo de vida muito estranho aos nossos usos e costumes – já levou para cova centenas de milhares de cidadãos angolanos indefesos.

Hoje, por exemplo, é legítimo responsabilizar e culpabilizar o nosso auto-proclamado Presidente da República pela morte bárbara e selvática de cidadãos indefesos durante o seu mandato.

Assim, José Eduardo dos Santos deve não só ser responsabilizado por assassinatos de muitos angolanos e estrangeiros indefesos dentro e fora do nosso território, mas também por ser o maior promotor da violência e corrupção em todos os tecidos da nossa vida social.

Segundo altos funcionários da nossa contra-inteligência, o líder maxímo do MPLA sempre teve conhecimento da existência dum grupo especial de esquadrão da morte, que tem estado por detrás de assassinatos, envenenamentos, desaparecimentos súbitos e inexplicáveis de altas figuras políticas da oposição, activistas cívicos, cidadãos ordinários indefesos, etc.

Este grupo responde só e exclusivamente ao chefe da Casa Civil da Presidência da República… consta também, por exemplo, que Pedro de Castro Van-Dúnem Loy teria sido envenenado a mando do chefe dessa casa civil por suspeita de tentar criar influências a nível nacional e internacional para substituir José Eduardo dos Santos…

De igual modo, Ricardo Melo foi assassinado sob as ordens do chefe da casa civil não por ter exposto somente o montante de dinheiro ilicitamente adquirido pelos dirigentes do MPLA, mas por possível filiação aos serviços secretos europeus…

O assassinato de Mfulupinga NLando Victor foi por assim dizer um dos mais cruéis crimes cometidos contra uma alta figura política nacional… os assassinos perseguiram-no durante 37 horas antes de o terem executado barbaramente…

O Eng. António Belarmino Brito foi estrangulado até a morte por elementos afetos ao grupo especial de esquadrão da morte … que se deslocaram para o efeito ao seu local de trabalho (instalações da Sonangol).De acordo com altos funcionários da nossa contra-inteligência,Brito sabia muito sobre a China Sonangol Internacional Holding (CSIH) e os negócios de Manuel Domingos Vicente com essa companhia…viajava com Manuel Vicente e José Filomeno de Sousa dos Santos (Zenú) num jet privado para Hong Kong e Singapore, principalmente.

A conversa de Brito com um cidadão francês ex-consultante da Sonangol tera sido um dos maiores motivos do seu assassinato.

Alves Camulingue e Isaías Cassule foram executados a mando do chefe da Casa Civil da Presidência da República… falava-se de uma possível rebelião dentro da guarda presidencial…primeiro pensavam sobre uma instigação da embaixada americana em Luanda em complô com a UNITA… “torturam-lhes impiedosa e desumanamente”, disseram os altos-funcionários da nossa contra-inteligência, falando de Alves Camulingue e Isaías Cassule…quando “não conseguiram informações desejadas executaram-lhes muito mal”, concluíram…

Entre outros assassinatos encomendados pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República estão os de – jornalista Panzo Sebastião da Agência Angola Press (ANGOP),jornalista Alberto Graves Chakussanga, António Manuel “Jójó” (humorista e Radialista da Rádio Despertar) …


Existem centenas de casos de assassinatos ordenados pela Casa Civil da Presidência da República sobretudo contra activistas cívicos em Cabinda, Lunda-Norte e a Lunda-Sul, Huambo, kwanza Sul, Uíge, etc…

Em Cabinda, Lunda-Norte e a Lunda-Sul… os assassinatos de cidadãos indefesos são horrendos e deploráveis… aqui os cidadãos são raptados ou assassinados barbaramente…ou ainda envenenados… em muitas circunstâncias o grupo especial de esquadrão da morte vai a esses lugares, executa as suas vítimas e… desfaz-se de todas evidências pura e simplesmente!..

Assim, os assassinatos, raptos e envenenamentos de muitos cidadãos pacatos e indefesos na nossa terra não devem ser vistos como apenas uma mera tendência de se perpetuar o regime, mas uma manifestação audaz com escrúpulos verdadeiramente meticulosos e tendenciosos.

Infelizmente, José Eduardo dos Santos provou-nos desde Setembro de 1979, pelo menos, que não consegue se livrar das pragas dos instintos de assassino, adquiridos durante a luta contra o colonialismo português.

Minhas Sras. e meus Srs, estamos aqui a falar de um cidadão educado e formado pela ex-KGB para manipular, desbaratar pensamentos contrários, eliminar fisicamente os seus oponentes e impor um sistema de servidão voluntária ou incontestável.

Entretanto, pouco depois da sua formação de contra-inteligência e operações de comunicação administrada por especialistas da ex-KGB, Eduardo dos Santos volta para as matas chefiar as telecomunicações dos guerrilheiros do MPLA, que lutavam contra o colonialismo português.

Eduardo dos Santos tinha, assim, um controle absoluto dos passos do líder do MPLA – António Agostinho Neto – e de todos os seus subordinados ligados ao sistema de telecomunicações…

E hoje o que nos devemos interrogar é, por exemplo, até que ponto Dos Santos esteve implicado no assassinato dos guerrilheiros do MPLA acusados de vários tipos de traição…porque, naturalmente, Agostinho Neto não teria e nem poderia ter tomado decisões e soluções unilaterais, principalmente dos guerrilheiros que só poderiam ser alcançados através das telecomunicações…

É precisamente esse possível envolvimento de Eduardo dos Santos no assassinato dos guerrilheiros do MPLA que “há-de dar-nos” um sentido do princípio da sua apetência à eliminação física do pensar e raciocínio diferente.

Até aqui, pelo menos, a origem da promoção da “violência gratuita” na nossa sociedade tem os seus passos e vestígio todos bem identificados…agora, essa maldição não se resolve nos escrutínios autárquicos ou gerais… aliás, se todas as eleições realizadas na nossa terra não servirem comprovantes da carência moral e cívica de José Eduardo dos Santos, então, nenhum de nós o conhece suficientemente!?

Assim, a melhor alternativa que nos resta de momento seria convocarmos urgentemente a realização de uma Conferência Nacional com a participação de todas as forças vivas desse país…o suspense e incógnita em que nos encontramos mergulhados só vai piorar ainda mais as incertezas que, a passos gigantes, nos apodrece o cérebro e a mente…

É preciso termos em conta que o recurso ao uso da violência para a perpetuação do regime será tão desagradável e catastrófico para qualquer um dos seus participantes, porque estarão cidadãos e não cidadãos mergulhados numa guerra sangrenta com o uso do erário público national…

 A escolha é nossa!!!

Prof. N’gola Kiluange

Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Washington D.C

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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