Angola: sigilo de endividamento e dívida pública

Angola: sigilo de endividamento e dívida pública

Por Prof.N’gola Kiluange 

Washington D.C – O sigilo de endividamento e dívida pública têm sido obstáculos significativos ao investimento financeiro, político, económico e social de Angola, especialmente nos últimos quatro anos.

Embora divergem as opiniões sobre o sigilo do governo e os efeitos da dívida pública, o certo é que quanto mais distante e afastada a sociedade civil estiver de discutir franca e abertamente a gravidade dessas preocupações, mais a incerteza rege a vida das pessoas.

Um jogo de adivinhação perpétua não é adequado para melhorar Angola e o seu povo. Em vez de um diálogo franco e aberto, os nossos líderes criam a dor ao escolher abraçar a arrogância em gesto de desrespeito aos princípios fundamentais da coexistência civil e incapacidade de amar os outros.

O que nos devemos preocupar é a proibição deliberada e consciente da discussão pública e do engajamento social. Alguns acreditam que é melhor declarar publicamente a bancarrota moral do que a pretensão de um diálogo livre.

Almas de boa fé ,que se manifestam abertamente,podem incorrer em indemnizações ilimitadas relativamente a queixas falsas contra si.Estes actos têm como objetivo mantê-los fora do domínio público. Vivemos um risco inerentemente alto numa sociedade com instituições públicas fracas, líderes com conduta social questionável, crises econômicas e financeiras contínuas, alto índice de pobreza, desenvolvimento setorial desigual, desemprego e violência.

Manter o público informado sobre as cláusulas contratuais de endividamento e dívida pública ajudaria a promover o empreendedorismo social e o compromisso cívico. Potencialmente, poderá crescer o espírito de iniciativa da população e uma relação de confiança entre o cidadão e o poder público.

 Devemos compreender o tempo que pode levar para remediar a situação e ter esperança para o futuro. Devemos ter a coragem de discernir se o governo está a cumprir as promessas políticas e a partilhar informações essenciais de interesse comum. Se não pudermos fazê-los, mais decepções e lutas pela vida nos aguardam, e as aspirações de lutar contra a corrupção podem-se dissipar. Comprometeríamos seriamente a nossa paz social sem manter a determinação de lutar.

Prof.N’gola Kiluange ( Serafim de Oliveira)

Washington D.C 

Prof.Kiluangenyc@yahoo.com

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Angola: indebtedness and public debt secrecy 

By Serafim de Oliveira, Washington D.C

Indebtedness and public debt secrecy have been significant obstacles to financial investment, political, economic, and social development for Angola, especially in the last four years. 

Although opinions abound concerning the secrecy of government and the effects of public debt, what is certain is that the more distant and removed civil society is from frankly and openly discussing the gravity of these concerns, the more uncertainty rules the lives of the people.  

A perpetual guessing game is not suitable for improving Angola and its people. Instead of candid and open dialogue, our leaders create pain by choosing to embrace arrogance in a gesture of disrespect to the fundamental principles of civil coexistence, inability to love others. What concerns us is the deliberate and conscious ban of public discussion and social engagement. Some believe it is best to publicly declare moral bankruptcy rather than the pretense of free dialogue.

People of good faith who speak out can incur unlimited indemnities concerning untrue claims against them. These acts are intended to keep them out of the public domain. The people experience an inherently high risk in a society with weak public institutions, leaders with questionable social conduct, ongoing economic and financial crises, high poverty rate, uneven sectoral development, unemployment, and violence.

Keeping the public informed about the contractual clauses of indebtedness and public debt would help to promote social entrepreneurship and civic commitment. Potentially, a spirit of initiative among the population could grow, and a relationship of trust between the citizen and public authorities.

The people must understand the time it might take to remedy the situation and hold hope for the future. They must have the courage to discern whether the government is fulfilling political promises and sharing essential information of common interests. If we cannot do so, more disappointments and life struggles await, and the aspirations to fight against corruption may dissipate. We would seriously compromise our social peace without keeping the determination to fight.

Prof.N’gola Kiluange ( Serafim de Oliveira)

Washington D.C 

Prof.Kiluangenyc@yahoo.com

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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