Angola: onde vai ser empregado o novo dinheiro do FMI?

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  • O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o pedido de Angola para o aumento da assistência financeira, desembolsando de imediato mil milhões de dólares e elevando o total do programa para quase 4,5 mil milhões de dólares. “A decisão do conselho de administração permite um desembolso imediato de mil milhões de dólares [847 milhões de euros] para Angola e um aumento de cerca de 765 milhões de dólares [648 milhões de euros] até ao fim do programa”, para quase 4,5 mil milhões de dólares, anunciou o FMI em comunicado hoje à noite. A nota acrescentou que “a economia de Angola foi duramente atingida por um choque multifacetado com origem na pandemia de covid-19 e no declínio dos preços do petróleo”.”As autoridades adotaram medidas atempadas para lidar com os desafios e continuam firmemente empenhadas” no cumprimento do programa, que tem sido “implementado de forma geralmente satisfatória”, considerou a instituição financeira.
  • Diplomata e antigo ministro das Finanças, Ismael Martins, diz que tendências de corrupção vêm desde o início da Independência de Angola. Para Ismael Martins, na década de 70, este mal só não teve sucesso porque o primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, sempre se mostrou contra as práticas que muito mal fizeram ao país. O antigo Ministro das Finanças, Ismael Martins, revelou, ontem, que a tendência de corrupção vem depois de Angola conquistar a independência, em 1975. Segundo Ismael Martins, o “gosto” pela corrupção não é um fenómeno dos novos tempos. É, frisou, uma tendência maliciosa que se vem arrastando depois de Angola conquistar a independência Nacional em 1975. Porém, conforme explicou, na década de 70, este mal só não teve sucesso porque o primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, sempre se mostrou contra essa prática.
  • As multinacionais petrolíferas que operam em Angola admitiram hoje que a pandemia da covid-19 afetou negativamente um setor que enfrenta desafios como a retração de novos investimentos no país. A situação foi hoje relatada à imprensa pelo porta-voz da Associação das Companhias de Exploração e Produção de Petróleo em Angola, no final da audiência que o Presidente angolano, João Lourenço, concedeu a 15 responsáveis de petrolíferas que operam em Angola. Andre Kostelnik, que é também diretor da ExxonMobil em Angola, disse que, devido à pandemia do novo coronavírus, houve demora na tomada de decisões de negócios, bem como redução da atividade de perfuração, o que postergou oportunidades de investimento. “Essas oportunidades só poderão ser recuperadas à medida que a atividade económica comece a recuperar-se a nível do mundo”, disse Andre Kostelnik, salientando que ainda é impossível traduzir-se em números o impacto geral da pandemia da covid-19 sobre a atividade industrial. Segundo o diretor-geral da ExxonMobil, o futuro de Angola não foge daquilo que é a situação atual, marcada por desafios, que são o impacto económico da pandemia da covid-19 sobre a indústria petrolífera. O porta-voz do encontro frisou que há o compromisso entre as operadoras de continuarem a trabalhar em conjunto, tal como no passado, para encontrar soluções, através das quais poderão trazer mais investimentos para Angola no setor petrolífero. Além da petrolífera estatal Sonangol, estão presentes em Angola as multinacionais norte-americana, Chevron, britânica, BP, italiana, Eni e francesa, Total.
  • O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof), Guilherme Silva, avisou que a sua organização poderá vetar o regresso às aulas se não houver nas escolas condições sanitárias para a prevenção do coronavírus. Silva falava na Gabela, no Kwanza Sul, onde tem estado a verificar as condições existentes nas escolas depois de o Governo anunciar que as aulas irão recomeçar no mês de outubro. O dirigente sindical disse que é intenção do seu sindicato “darmos as mãos, conjugar esforços” para resolver o problemas, mas acrescentou que compete ao Governo insitituir as medidas para “começarmos as aulas em condições para a escola não se transformar em foco de contaminação da Covid-19”. “O que devemos fazer é acautelarmos, já que as crianças tornam-se vetores de transmissão atendendo à idade delas”, sublinhou, afirmando que as crianças “podem contaminar os seus pais em casa, contaminar outras pessoas, e queremos é evitar isso”. Nesse sentido, Guilherme Silva afirmou ainda que o Ministério terá que “bater um record” para criar as condições necessárias em menos de 30 dias em todas as escolas do país mesmo aquelas mais distantes e isoladas.
  • A oposição política angolana pede uma auditoria independente às contas da petrolífera. A Sonangol está a ser investigada no âmbito do caso “São Vicente”, no qual o empresário Carlos São Vicente, proprietário da companhia AAA, está indiciado de crimes de peculato, tráfico de influências e branqueamento de capitais. UNITA, CASA-CE E PRS afirmam que o caso é apenas a ponta do iceberg da corrupção em Angola, cujo epicentro está na Sonangol e alertam que Carlos São Vicente não é o único culpado. Todos que passaram pela Sonangol devem ser chamados à justiça, defendeu Raúl Danda, o primeiro-ministro do Governo sombra da UNITA, que lembra que o seu partido sempre se bateu por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à Sonangol.

Washington D.C- Rádio Angola Unida (RAU) – 185ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola, apresentado no dia 17-09-2020, por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

RAU – Rádio Angola Unida – Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola.Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C. Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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