Angola: coronavírus expõe a nossa dependência da mão barata chinesa

Rádio Angola Unida (RAU) – 153ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola”, apresentado no dia 2/06/20 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes :

  • O Presidente da República de Angola, João Lourenço, admitiu hoje que “fez parte do sistema” que sustentou o seu antecessor, mas salientou que só os que conhecem o regime por dentro estão preparados para fazer grandes mudanças. m entrevista à DW, João Lourenço, que foi ministro da Defesa do ex-presidente José Eduardo dos Santos e secretário geral do MPLA, partido do poder em Angola há quase 40 anos, sublinhou que “ninguém pode dizer que não fazia parte do sistema”, mas é também por conhecer o sistema por dentro que tem condições para “corrigir o que está mal”. Desde que tomou posse, há dois anos, João Lourenço tem dado prioridade ao combate contra a corrupção e pelo regresso dos capitais ao país, projetos que levaram a justiça a mover um processo contra a filha do seu antecessor, Isabel dos Santos, e uma ordem de arresto de bens no valor de mil milhões de euros. “Quem fez as grandes mudanças não são pessoas de fora, são as que conhecem o sistema”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando: “Somos nós, do partido que sempre governou o país [Movimento Popular para a Libertação de Angola], que estamos a fazer as reformas que eram absolutamente necessárias que fossem feitas”. Na entrevista, João Lourenço falou também, pela primeira vez, sobre a investigação do “Luanda Leaks”, que expôs os esquemas financeiros por detrás do império de Isabel dos Santos, realçando que não estão a decorrer quaisquer negociações com a empresária e filha do antigo presidente angolano, atualmente arguida num processo crime em Angola. “Não se vai negociar, na medida em que houve tempo, houve oportunidade de o fazer. Portanto, as pessoas envolvidas neste tipo de atos de corrupção tiveram seis meses de período de graça para devolverem os recursos que indevidamente retiraram do país. Quem não aproveitou esta oportunidade, todas as consequências que puderem advir daí são apenas da sua inteira responsabilidade”, declarou. Questionado sobre outras investigações judiciais, em particular sobre José Eduardo dos Santos, explicou que os antigos Presidentes gozam de imunidade durante pelo menos cinco anos e que compete à justiça tomar essas decisões, rejeitando que existam processos políticos. “Quem abre os processos-crime na Justiça não são os políticos. É a própria Justiça quem vai atrás de possíveis crimes. Portanto, todos aqueles que estão a contas com a Justiça que não pensem que é o poder político quem os empurrou para a Justiça”, adiantou.
  • O Governo angolano quer elevar o Instituto Politécnico das Pescas – CEFOPESCAS -inaugurado pelo Presidente angolano, a um “lugar de excelência” e à “conquista da região” da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O CEFOPESCAS, um investimento de 98 milhões de dólares (82,3 milhões de euros) financiados pelo Governo de Espanha, foi inaugurado hoje, pelo Presidente de Angola, João Lourenço. Para a governante, a infraestrutura, localizada no município de Belas, sul de Luanda, com uma densidade populacional de mais de 1,2 milhões de habitantes, terá um “impacto social muito grande na comunidade onde se encontra”. A ministra referiu que o instituto tem como objetivo “tornar-se em autoridade competente na formação média do setor, com prestígio nacional e internacional”. Com capacidade para albergar 1.836 alunos, o CEFOPESCAS vai ministrar aulas do ensino médio da 7.ª à 13.ª classe.De acordo com Maria Antonieta Batista, a instituição propõe-se formar quadros com qualidade, com o propósito de solidificar a carreira académica, e capazes de “responderem à carência de técnicos específicos” para o setor.
  • O ministro da Comunicação Social de Angola, Nuno Caldas Albino, afirmou hoje à Lusa que o Governo angolano está a estender aos media um “paradigma de transparência” que permite maior democracia no acesso de todos os setores da sociedade. Hoje, “há mais abertura, mais integração, de todas as esferas da vida política e da sociedade civil nos órgãos de comunicação públicos angolanos, quer em televisão, quer em rádio”, defendeu. Nomeado em outubro, Nuno Caldas Albino disse que o Governo tem dado importância à abertura na relação com os media, principalmente num contexto de um “novo paradigma de governação” que assenta nos “pilares da transparência e da boa governação”. Para isso, é necessário que a comunicação social permita uma “maior proximidade” entre a “classe governante” e “uma sociedade civil forte que tem contribuído também de forma construtiva” para o crescimento democrático, explicou o ministro, que está esta semana em Portugal acompanhado dos principais responsáveis dos órgãos públicos de media angolanos.
  • Segundo Manuel Augusto, a quarentena aplica-se a cidadãos angolanos, chineses ou de outras nacionalidades que cheguem a partir da China ou que tenham estado em contacto com pessoas afetadas, visando prevenir o contágio com o coronavírus que já provocou 563 mortos na China. “Já temos um Hospital de Referência da Barra do Kwanza onde se encontram 40 cidadãos que chegaram nos voos há alguns dias”, acrescentou o chefe da diplomacia angolana. Manuel Augusto assegurou que o Governo “está a cumprir as normas internacionais” e a criar condições para preservar a saúde publica, admitindo que “as medidas não são simpáticas” e “podem perturbar a atividade económica” porque há “parceiros e trabalhadores que podem estar abrangidos por essa necessidade da quarentena”. A Organização Mundial de Saúde colocou hoje Angola entre os 13 países africanos prioritários na preparação para o novo coronavírus, devido às fortes ligações com a China, e enviou kits para 29 laboratórios no continente..

Escute aqui:

https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2020/02/07/angola-o-que-alems-nos-vm-vender-a-ttulo-de-linha-de-crditodesta-vez

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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