Angola: OGE não inclui verbas para as autarquias – estará a paz social a ser beliscada?

Rádio Angola Unida (RAU) – 150ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola”, apresentado no dia 1–19 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

  • Isabel dos Santos admitiu ser candidata à presidência de Angola em entrevista à RTP. A empresária, que diz “estar a ser perseguida pela Justiça”, diz que fará “tudo” o que tiver de fazer “para defender e prestar os serviços à minha terra, ao meu país, Angola”, e isso inclui uma candidatura presidencial ao cargo que o pai, José Eduardo dos Santos, ocupou durante 38 anos. O Presidente José Eduardo dos Santos ganhou três eleições democráticas em Angola e, durante todo o seu legado, foi um homem muito amado”, defendeu Isabel dos Santos. “Se formos ver as eleições que ele ganhou, foram eleições com 80%. É uma pessoa muito respeitada. Eu, como todos os outros angolanos, com a chegada do presidente João Lourenço, acreditámos que seria uma nova era e uma nova Angola. Mas hoje, o que denoto é que não é. Não é uma nova era, não é uma nova Angola. O que se está a fazer hoje em angola são processos seletivos e que têm a ver com a luta de poder do MPLA.”
  • O ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, pode enfrentar um processo-crime movido pelas autoridades norte-americanas pelo seu alegado envolvimento em actos de corrupção. De acordo com o semanário Novo Jornal, o ministério angolano das Relações Exteriores descarta o envolvimento do executivo do Presidente João Lourenço na possível tomada de decisão das autoridades norte-americanas. A notícia, que está a merecer comentários de vários sectores da sociedade civil angolana, surge depois do arresto das contas e acções empresariais de Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente, e do seu marido, por alegadas dívidas ao Estado angolano. No combate à corrupção, João Lourenço tem solicitado a cooperação de outros Estados com vista ao repatriamento de dinheiro público desviado para o exterior do país por altas figuras durante o regime de José Eduardo dos Santos.
  • Ex-ministro das Finanças disse em tribunal que foi afastado da operação de transferência dos 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola para o estrangeiro e que não viu nenhum decreto presidencial a autorizá-la. Archer Mangueira, que à altura dos factos era ministro das Finanças de Angola, respondeu esta terça-feira (13.01) como declarante na nona sessão de julgamento, que arrancou a 9 de dezembro de 2019, em que são arguidos o antigo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe, o ex-presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno “Zenu” dos Santos, e outros dois coarguidos. No interrogatório, durante várias horas, Archer Mangueira disse que participou na primeira fase do processo, tendo depois sido afastado, para voltar a tomar parte na terceira fase, a de recuperação dos valores. O antigo ministro declarou que tomou contacto com o processo através do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que o indigitou para liderar as negociações com os promotores da iniciativa, que terminaria na criação de um fundo de investimento estratégico para projetos estruturantes, no valor de 30 mil milhões de dólares (27 mil milhões de euros).
  • Estudantes universitários sentem-se traídos pelo Presidente angolano, que quer assinar um decreto para pôr fim ao sistema de ensino gratuito nas universidades públicas. É “um erro grave” cobrar propinas, dizem os jovens. O Governo de João Lourenço pretende cobrar uma “taxa de participação” nas universidades públicas angolanas, porque o Estado está sem condições para continuar a suportar exclusivamente todas as despesas nesta área de formação. A medida vai entrar em vigor num período em que muitos angolanos estão a perder os postos de trabalho. Devido à situação financeira de muitas famílias, estudantes ouvidos pela DW África garantem que não têm condições para suportarem os estudos e que o Governo “está a cometer um erro grave ao cobrar propinas nas universidades públicas”. Se o Governo avançar com a medida, Paulo Timóteo, que quer estudar Língua Portuguesa na Universidade Agostinho Neto (UAN), é um dos que não poderá prosseguir os estudos. “Ao implementar a cobrança de propinas, o próprio Governo já está a cometer crime. Não estou em condições de pagar as propinas porque não trabalho e com isso não consigo pagar os estudos”, explica. Segundo a Associação dos Estudantes da UAN, a com participação financeira no ensino superior público poderá deixar fora das salas de aulas cerca de 12 mil angolanos.

Perguntas e sugestões podem ser enviadas para Prof.kiluangenyc@yahoo.com. RAU – Rádio Angola Unida -Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola.

Escute aqui:
https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2020/01/17/angolater-isabel-dos-santos-afastado-jlo-da-diplomacia-econmicaem-londres

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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