Angola: Uma Conferência Nacional e uma necessidade urgente

aaaaaaa22Angola: Uma Conferência Nacional e uma necessidade urgente

Por Prof.N’gola Kiluange

Washington DC – Convenhamos que as nossas estruturas jurídicas igualam-se ao paciente de doença crônica, deitado na entrada principal de uma unidade hospitalar – onde se lhe recusam qualquer assistência médica e medicamentosa.

Quando numa sociedade os que deviam dar o exemplo, através do cumprimento, das leis cívicas ,legais, morais e patrióticas – são os “malfeitores de colarinho branco”… não resta uma única alternativa senão a declaração coletiva de bancarrota moral!

As arrogâncias, prepotências , insolências, petulâncias, presunções,batotas, más-fés,fraudes, vigarices, trapaças, burlas, intrujices , logros e desfalques nunca deviam fazer parte do nosso léxico na comunicação quotidiana , principalmente num dos momentos mais cruciais de toda a nossa existência.

De igual modo, nunca deviamos ter permitido as operações ultra-secreta de esquadrões da morte no nosso território nacional à mando da Presidência da República, envenenamento , assassinato premeditado e gratuíto de cidadãos pacatos e indefesos…

É perca de tempo ficarmos a deambular por aí como fomos capazes de hipotecar o ar que respiramos… na verdade, seria muito mais benéfico pensarmos em saber se ainda – estamos em condições de salvarmos a qualidade de ar para as gerações vindouras!

José Eduardo dos Santos e a sua velha guarda “caçaumbulou-nos” o futuro com falsos testemunhos de internacionalismo proletário, criação de um novo homem, o mais importante é resolver os problemas do povo, ensino gratuíto,hospitais condignos, abastecimento regular de água potável e energia elétrica, habitação social,etc…

Ao invés, temos na Presidência da República uma alma disfuncional com apetências maliciosas no açambarcamento e monopolização do nosso erário público, promoção petulante de violência, corrupção e impunidade

Hoje, tanto em termos jurídicos quanto cívicos, é legítimo questionar o estado mental e a integridade moral do Presidente da República…. aliás as suas próprias ações forca-nos a agir assim…

Como conceber, por exemplo, que Eduardo dos Santos, na “vã ambição” de enriquecimento ilícito contrai bilhões de dólares de empréstimo da China e de seguida inunda as nossas terras com mais de 500 mil cidadãos chineses?

Quem foi que o deu tal permissão ?

Cabe aqui, contudo, recordar que o consentimento de governação é um acordo mútuo baseado nos princípios de respeito e obediência as leis morais e naturais.

Quando essas leis não forem cumpridas por qualquer uma das partes envolvidas, só Deus sabe o que se segue!

O que se pretende aqui é repôr a dignidade cívica e moral das nossas instituições judiciária e ética.

Mas, é importante compreendermos (no sentido de aceitarmos como realidade) as obrigações morais que o presente impõe a cada um de nós. E, infelizmente, não há remendos para tal exigência – ou obedecêmo-las, ou estaremos condenados ao fracasso total!

Em vertude da disformidade do nosso sistema jurídico o melhor que nos resta seria enfrentarmos a realidade seja qual for!

Continuar a depositar falsas esperanças em pleitos eleitorais seria exigir tantos sacrifícios acrescidos aos cidadãos «mais vulneráveis» do nosso fiasco judicial, enquanto que o  Presidente da República procura meios sofisticados para satisfazer os seus próprios compromissos com os interesses alheios aos da Nação!!!!

E eis – minhas Sras. e meus Srs. – a necessidade da convocação urgente de uma conferência nacional, com a participação de todas as “forças vivas” dessa terra, para perguntarmos ao único e legitimo proprietário de Angola a sua opinião.

Essa conferência deve ser encarada como um mecanismo para sararmos as nossas mágoas, aceitarmos a realidade tal como se apresenta, negociarmos os nossos respectivos interesses e projetarmos o futuro.

Mas, tudo isso só pode ser feito com toda nossa melhor franqueza e honestidade!!!

Pergunta: somos capazes de nos sentarmos e conversamos sem segundas intenções maliciosas – esse é o maior desafio que o futuro exige!!!

Prof. N’gola Kiluange

Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Washington DC

Author: angolatransparency

-Impulsionar os cidadãos angolanos a questionarem como o erário público é gerido e terem a capacidade de responsabilizar os seus maus gestores de acordo com os princípios estabelecidos na Constituição da República --Boost the Angolan citizens to question how the public money is managed and have the ability to blame their bad managers in accordance with the principles laid down in the Constitution of the Republic-------------- Prof. N'gola Kiluange (Serafim de Oliveira)

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